segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

De Aracaju a Maceió

Sim. Aracaju me surpreendeu! Apesar de as praias não serem naturalmente privilegiada devido à água escura, a cidade é bacana. Conheci a catedral, o mercado livre, o mercado central, a orla, o farol. Achei interessante que muitos dos sergipanos que eu conheci me agradeceram por ser simpática ou por responder. Fico pensando como eles se relacionam ou como são os turistas que passam por lá. Tratam como se eu tivesse feito um favor por ter olhado um artesanato, ter respondido ‘um bom dia’ ou ter dado apenas atenção. À primeira vista, são muito fechados como se estivessem intimidados com a sua presença, mas ao se mostrar aberto, conversam muito, uma conversa boa que segue. Em Aracaju, as pessoas com quem conversei não valorizam sua cidade, como as pessoas que conheci de outras cidades, parecem ter vergonha da cidade e estar  frustrados por viverem ali. Gostei da cidade e das pessoas também.
A estrada saindo de Aracaju está em obras, para duplicar. Vai ficar excelente. Depois peguei uma estrada para Neópolis e Ilha das Flores. De Ilha das Flores, conseguimos ver o Rio São Francisco enorme! A vista para o lado do São Francisco é linda! Por outro lado, partiu meu coração a pobreza das pessoas que moram a sua margem. Ilha das Flores é uma cidade muito pobre...
Já em Brejo Grande, a cidade é um pouco melhor. Lá as pessoas vivem de pesca e passeios de barcos no verão para a Foz do Rio São Francisco (motivo pelo qual eu fui). Bem, o Cícero foi o sergipano que me atendeu super bem! Marcamos um passeio, como eu estava só, ele me cobrou 70 reais. Uma hora até chegar na foz, e uma hora para voltar. Normalmente as pessoas vão de Piaçabuçu, já em Alagoas, onde tem muito mais movimento. Bem, a foz é maravilhosa! Uma paisagem linda, coqueiros, areia, rio, mar... Foto nenhuma descreve! Adorei! Fantástico! Quando fui, estava deserto. O mar agitado e o rio mais tranquilo e muito melhor para banho! No meio das areias, há piscinas naturais.
Chegando de volta à Brejo, consegui uma balsa para apenas um carro que leva ate Piaçabuçu por 25 reais em 25 minutos. Para ir de carro, deveria retornar a Neópolis. A facilidade e custo recompensa decidiram.
De Piaçabuçu à AL-101 está muito boa, mas a sinalização das faixas está ruim para dirigir a noite, peguei o pôr do sol na estrada. Já a AL-101 está sendo duplicada também, portanto, obras, com alguns trechos já duplicada. Está muito boa!
Ainda não conheci Maceió. Cheguei ao Hostel Ponta Verde e já fui super bem recebida pela recepcionista quebra-galho Suelen e pelo pessoal aqui hospedado e amigos. Tem a paulista Rose, que já me convidou para uma ‘tapiocada’ antes mesmo de eu fechar a ficha do hostel. De cara topei. Fomos com o carioca Anderson buscar a gaúcha Vera, que mora em Maceió há quase três meses. Chegando no hostel conheci as paulistas Mari e Renata. A tapiocada foi um sucesso. Enquanto elas lavam a louça, eu posto no blog e estudo o roteiro de amanhã e o Luciano do Hostel está me dando uma força.

Mercado Municipal - artesanatos em Aracaju

Ilha das Flores - Rio São Francisco

Brejo Grande, última cidade de Sergipe - A Foz do Rio São Francisco


Sr. Cícero e Eu no barquinho fiel!
Sr. C
"Tapiocada" com o pessoal do Hostel Ponta Verde

De Salvador a Aracaju

Há 10 anos que estive em Salvador pela primeira e última vez. Tinha uma memória muito desagradável da cidade, desfeita nesta última visita. Bem, o hostel é fantástico, o pessoal foi muito bacana, muita gente, muita risada, tudo muito divertido e a dinâmica do hostel é ótima! Apesar de ter dormido tarde, tomando cachaça com os companheiros do hostel, eu acordei muito cedo. Chegou um pessoal de Sampa, muito bacana no hostel. Hoje, também conheci a Sara, a recepcionista da manhã que me atendeu super bem também, e se interessou pelo blog e pela viagem. Saí cedo com o meu novo amigo turco, Ramazan (Ramo).Por mais irônico que isso possa parecer, ele foi meu guia em Salvador. Valeu um passeio pelo Elevador, Mercado Modelo, Pelourinho, Igreja São Francisco (a mais rica em ouro do Brasil). Foi fantástico! Poucas pessoas devido ao natal, o que deu para aproveitar bem para tirar fotos, conversar e andar tranquilamente pelas ruas do centro histórico. Desta vez, a cidade me pareceu mais limpa, organizada, com policiamento maior (todas as ruas tinha policiais). Também valeu um passeio por algumas praias. Logo deixei Ramo no albergue e segui viagem.
Vejo que a malandragem de alguns continuam em Salvador. Se não ficar esperto, muita gente te passa a perna, cobram coisas absurdas, como 10 reais para dar informações, pagar 10 reais para estacionar na rua, etc. Quando se vê um gringo, aí a exploração duplica, coitados.
Arembepe é o paraíso. Fica 60km de Salvador, um pedágio, por sinal o primeiro que peguei desde que saí de BH. R$ 6,90, mas pela primeira vez, peguei pista duplicada. Está uma delícia, mas muito transito até a Praia do Forte. Bem, Arembepe tem uma aldeia hippie fantástica. De um lado, um rio, de outro, o mar. Os hippies vivem em cabanas, vendendo os seus artesanatos, A estrada para chegar a aldeia é de terra, porém, é bem perto do asfalto (2km de terra, acho). Há locais para camping na comunidade. A vista da praia é a coisa mais linda! Praia limpíssima e deserta! Vale muito a pena. Também ao lado da aldeia, tem o projeto Tamar. Paga-se 3 reais para entrar (Estudante meia), e é fantástico lá dentro. Há um labirinto do saber, tudo muito interativo, um foco de preservação ambiental incrível, ao lado de uma praia que não se descreve. Com certeza, um paraíso.
Praia do Forte já é mais turística, com muitas lojas. Parece-me que pessoas com poder aquisitivo mais elevado. As praias também são muito bonitas e tem o projeto Tamar em proporções maiores do que de Arembepe, com tubarões, arraias, lojas etc. Todos os dias as 17hs há desova das tartarugas no mar, no período do verão.
Costa do Sauípe é lindo. Fantástico mesmo. O rio Sauípe desemboca no mar, uma imagem linda!!!! Não vi muitos turistas, mas sim o pessoal mais da região, simples. A elite fica em condomínios fechados em que não se pode ter acesso. Mesmo assim, a costa do Sauípe é um lugar que vale a pena conhecer. Águas claras. Uma delícia!
Não passei por Mangue Seco, onde gravou Tieta, devido a falta de tempo. A estrada está sendo duplicada para chegar até Aracaju, portanto, tem algum trânsito por conta das obras, mas a estrada vai ficar 10!
Assim, cheguei em Aracaju. Não tem hostel e nem camping. Encontrei um hotel R$ 45,00 (chorei desconto), chamado Hotel Brasilia. Tem ar condicionado (aqui é muuuuuito quente), televisão, quarto com banheiro, café da manhã, wi-fi. Como só vim passar a noite e saio amanhã cedo, o senhor, muito simpático me concedeu um belo desconto (Valor normal é 70,00).
A cidade de Aracaju me assustou num primeiro momento. Tudo deserto, a cidade vazia, as pessoas trancadas em casa. Pode ser porque seja natal e seja domingo. Vamos ver se amanha Aracaju me surpreende!
Sara, recepcionista da manhã do Hostel em Salvador

Meu novo amigo turco Ramazan na Igreja mais rica em ouro - São Francisco


Um paraíso chamado Arembepe


Praia do Forte - a beleza do norte da Bahia

Costa do Sauípe: encontro entre o Rio Sauípe e o mar! Que´delícia de lugar 


Pagando sonhos moedas: Hotel Brasília em Aracaju.