sábado, 31 de dezembro de 2011

Mais um dia em João Pessoa

Cedo saí para caminhar pelo centro histórico. O melhor caminho é deixar o carro e fazer tudo a pé. Há placas indicando pontos turísticos, porém, é tudo muito comercial, como um centro comum mesmo. Como saí muito cedo, tudo estava fechado (igrejas, museus etc). Mas deu para conhecer um pouco a cidade.
João Pessoa é dividido pelas praias do norte (Timbaú, Manaíra) e do sul (Ponta do Seixas).
No camping, conheci um pessoal muito bacana. O casal História de Alice (
Conversei bastante com o Ricardo, gerente do camping. Um cara muito prestativo e alto astral, sempre me dando dicas de lugares para visitar.
À tarde, fiquei na praia do camping, Ponta do Seixas, que estava uma delícia. Água azulzinha, praia deserta. Depois fui com a Inês e o Franco, pais de Alice, casal fantástico, ao espaço de ciência e arte projeta por Oscar Niemeyer. Lindo lugar. Esculturas, espaço interativo, lindo lindo lindo! Depois fomos à Cabedelo, distante 20km de João Pessoa, na praia fluvial do Jacaré. Lá, fomos assistir um acontecimento maravilhoso: o pôr do sol! Ficamos de um lado do rio, repleto de barracas, bares e lojinhas. às 17:17, tudo fica em silêncio pois o grande artista Jurandir do Sax sai de barco tocando Bolero de Ravel no Sax. Bem, não tem palavras para descrever o que é esta imagem. O céu estava cheio de nuvens, uma faixa avermelhada bem em cima da mata, do outro lado do Rio. O sol se pondo escondido nas nuvens. Nos últimos minutos aparece, vermelho, por inteiro, se pondo em instantes por traz da mata verde. Sensacional!
Retornamos e jantei com o casal uma carne de cajú maravilhosa preparada por Inês, na Alice. Ficamos a noite batendo papo, vendo fotos e vídeos lindos que eles arquivaram durante os 18 meses na estrada, além de dicas e histórias de valor imenso! Estou maravilhada em João Pessoa.

Arquitetura de Oscar Niemeyer

Pôr do Sol no Jacaré em Cabedelo

Inês, eu e Franco
www.historiadealice.com.br), um casal de Maceió de um motorhome...

De Recife a João Pessoa

Fiquei em no Hostel Olinda, quem me atendeu foi o Ailton. Estava lotada de gringos, muitos não falavam português, eu estava exausta, cheguei a noite na cidade. Tudo o que eu queria era banho e descansar! Dito e feito. Acabei não conversando com ninguém por lá. Aí, depois que tomei o café, estava tirando o carro para sair: Surprise! As francesas que conheci no hostel de Salvador estavam lá! Sensacional! Rimos muito. Mas segui viagem. Decidi descer a Recife e voltar conhecendo as cidades, como de costume.
Recife está bem diferente do que eu vi há um pouco mais de 10 anos. Olinda idem. Bem, a cidade de Recife é enorme, aproveitei para fazer um tour no centro histórico, nas igrejas, Recife Antigo. Há um passeio bem interessante que leva até uma jangada para um museu de esculturas, porém eu não fui. Visitei os bonecos de Olinda do Carnaval em Recife também (entrada R$5,00). Andei a pé pelas ruas confusas de uma cidade nada estruturada. Passei pela ponte Mauricio Massau, o forte cinco pontas, várias igrejas e também a praia Boa Viagem. As praias de Recife estavam muitíssimos cheias, em comparação às praias que peguei em outras cidades (agravada ainda pela época, pois está chegando o reveillon).
Olinda é uma cidade linda mesmo! Bem diferente da lembrança que eu tinha. É extremamente difícil dirigir por lá, pois as ruas são confusas, muitas são contra-mão. Péssimo. Compensa parar o carro e fazer o passeio a pé, enfrentando as ladeiras. Bem, o lugar mais bonito que vi foi o Alto da Sé, ponto mais alto de Olinda, em que se vê boa parte da cidade. Em cima há uma igreja e vários artesanatos. O bom dessas cidades que não há pessoas pedindo dinheiro na rua e nem pedindo para olhar carro. Tem zona azul e é cumprida e ponto. Em Olinda há guias credenciados para fazer o passeio histórico com os turistas, por R$ 40,00. Eu não fiz. As praias não me pareceram boas para banho, mas também, foquei mais no centro histórico.
Depois fui a Paulista, sem querer, que é uma cidade vizinha de Olinda. Nada de agradável por lá. Retornei a Recife para iniciar a subida.
Parei em Itamaracá! Que lugar bacana. Há um forte orange, construido pelos holandeses em 1631, que foi demolida e reconstruida pelos portugueses em 1954. O forte está fechado, pelo menos, não vi visitação. E fica a beira da praia. Aproveitei para tomar um suco e cochilar ao som das ondas. A praia estava bem cheia e com bastante barracas também, mas nada insuportável. Um passeio bem agradável. Há também o Ecoparque Peixe-Boi, de preservação deste animal. Fui visitar. Entrada R$10,00, estudante meia. O parque tem peixe-boi de vários tamanhos e diz sobre vários mamíferos marinhos. O peixe-boi está em extinção, por isso do parque. Há também passeios de lancha para a Ilha de Itamaracá, mas não fiz e nem vi o preço. Fiquei na barraca da Ceça, lugar onde eles recepcionam muito bem, montaram um guarda sol bem perto do mar para eu cochilar antes de pegar estrada.
Tentei beirar pelo litoral até chegar em João Pessoa. Passei por Goiana, Caaraporã (já no Paraíba), Pitimbu, Jacumã. Em Jacumã, parei para tirar umas fotos, as outras cidades a praia são um pouco mais afastadas da pista. A pista não é tão próxima da praia neste trecho. Aliás, escolhi este trecho para ver o mar, pois existe um outro caminho mais rápido. De Itamaracá a João Pessoa demora uma hora.
Forte Cinco Pontas em Recife

Museu de Bonecos Gigantes em Recife

Alto da Sé em Olinda

Jacumã

Show na praia em João Pessoa

Meu quintal do camping em João Pessoa
Cheguei tarde em João Pessoa já estava escuro. Juarez quem me recepcionou muito bem no camping. Ricardo é o gerente, eita paraiba gente boa! Sai a noite para caminhar na praia do Tambaú, onde havia muito movimento, show na praia e lojinhas por todos os lados. Estava bem gostoso.