Chegando em Camará, várias vans esperam para levar os passageiros aos municípios, os principais Salvaterra (5 reais) e Soure(12 reais, incluso o valor da balsa). Fiquei com minha amiga Wanda em Salvaterra no hotel beira-mar. O valor do quarto com televisão, ar condicionado, banheiro no quarto e cafe-da-manhã foi R$40,00 que podia ser dividido em até 3 pessoas. Há muitas pessoas que alugam quartos baratos assim. O hotel fica bem perto da praia de agua saloba.
Soure é a maior cidade da Ilha, porém não é tão grande assim também. Parece uma vila todas essas cidades. Não são voltadas para o turismo. Para ir a Soure, você pega um moto-taxi (4 reais) atá a balsa. Pode esperar a balsa e atravessar de graça ou pagar 1,75 para uma rabeta atravessar o rio. Em Soure tem um pouco do artesanato marajoara e também as fazendas e as prais mais conhecidas (Barra Velha e Pesqueiro).
Almoçamos no Niel, que fica na entrada da cidade, do outro lado da secretaria de turis mo um tinhaPeixe Marajoara, que é uma delícia. Peixe, com banana frita, purê de batata e queijo marajoara, parecendo uma lasanha! Delícia de comida. Depois um sorvete de cupuaçu com leite marajoara. Vale a pena!
Depois fomos a Fazenda Araruna que estava fechada, por eventos da Globo que está tendo gravação da nova novela das 6. Aliás, dois atores globais também estavam comendo no Niel, mas como não sou de novela, não tenho déia de quem são.
Fomos, então, a Praia da Barra, que é super diferente. A maré sobe muito. A praia não tem estrutura alguma, o banheiro é um canto paraa fazer xixi na areia mesmo. A maré é muito forte que um menino ficou preso e não conseguia voltar. Há mangues no meio da praia, tirando a cena de coqueiros, com as raízes para fora. Para chegar a praia, tem uma super ponte, pois toda a cidade é cheia de partes de alagamento, onde os cavalos, búfalos se deliciam na água.
No caminho, centenas de garças e guarás toma conta dos pastos também, constrastando com os verdes. Depois de dormir em Salvaterra, na pousada do Sr. Rui, partimos, rumo a Soure, na fazenda Araruna. Ali, andamos de charrete com o búfalo Grilo até a praia Barra Velha e retornamos à fazenda, fazendo um passeio por lá, em cima do Grilo. A fazenda é linda e extensa. Fomos atendidas pela Nilda que é um amor de pessoa. E também a dona da Fazenda a Doa Maria Amélia, que também é muitíssimo simpática. Depois ficamos por ali, dando manga às vacas, vendo as três araras lindas que são divertidíssimas, o artesanato marajoara, as galinhas, peru e galinha dangola. Muitos pés de manga. Também na cidade há um tal de chopp que é parecido com o chup chup ou gelinho, de frutas da região. Tomamos um de murici para refrescar. Não é pequeno como o nosso, e sim o tamanho de um copo, como se fosse um suco congelado mesmo.
Para retornar, também há apenas dois horários. Voltamos as 15hs e chegamos as 18hs em Belém. É aniversário da cidade e estão ocorrendo alguns eventos. Passamos pela doca e retornamos ao Albergue, o Hostel, do Sr. João que é uma figura muito carismática e prestativa, criador de jacarés! O Marcos nos atendeu super bem, como de costume aqui na cidade, todas as pessoas são muito prestativas e atenciosas. Fomos comer um vatapá. Eu pedi sem jambú, pois esse negócio não é comigo. Vem com arroz e é uma delícia. Agora, é hora de cama, pois estamos exaustas da viagem!
Não falei ainda do Hostel de Belém, é a segunda noite minha aqui. O valor do alberguista é 38 reais, apesar de não ter estacionamento próprio, a gente guarda o carro no terreno ao lado. Opessoal é bem bacana e o hostel organizado. Em relação aos outros hosteis, é bem menor o espaço comum. Ha duas saletas cima e uma embaixo. Percebi a presença de gringos como um holandês, que conheci há 2 dias, dois ingleses, australianos etc.
E confirmo: a história da chuva na região norte é verdade! Todos os dias chove por um determinado período e pára... Normalmente, a chuva das 15hs.
| Queijo Marajoara |
| Praia em Salvaterra |
| Arara Vermelha |
| A revoada dos guarás |
| Eu e o Grilo |
| Vatapá, essa eu gostei! |