segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Lençóis Maranhenses

O ponto de apoio dos Lençóis é o municipio de Barreirinhas, existente desde 1938. Lá tem bancos (Brasil e Bradesco, aliás, os mais populares aqui na região), restaurantes, mercados, agencias de turismo etc. Para chegar a barreirinhas, tem muitas opções. É asfaltado de São Luis até Barreirinhas, porém você pode alugar pacotes fechados em São Luis ou ir mesmo de ônibus (tem quatro horários por dia e o tempo de viagem é 4 horas, custando 28 reais) ou van (que pega na porta do hotel num horário estipulado por eles e custa 40 reais). Eu fui de onibus e é bem tranquilo. Deixei o carro na rodoviária (o preço do estacionamento é 1,50 a cada 4 horas) e parti a Barreirinhas. O ônibus faz várias paradas, então deixa você em Barreirinhas. Lá fiquei na pousada Terral, do Sr. Eliezer, nativo muito simpático. O valor é bem em conta, com quartos de 15 a 25 reais, por noite (ventilador no quarto). A pousada é bem simples e o café da manhã também, mas uma ótima forma de economizar.
Os passeios principais são dois: um pelas lagoas e dunas e outro pelo Rio preguiça até o mar.
O Passeio das lagoas é muito bonito, porém, nesta época as lagoas estão secas (a bonita, a azul, a preguiça). A melhor época para ir é em julho, que as lagoas estão cheias. A única lagoa que tem água é a lagoa do peixe, que também está com o nível bem baixo e que possui origem de rio e não apenas água da chuva, como as outras. A caminhada até a lagoa do peixe é de 30 minutos sob as dunas. Aí, ficamos muito tempo na lagoa e retornamos na duna mais alta para ver o pôr do sol. O Vinícius, meu novo amigo biólogo que estava no mesmo hostel em São Luis, fez os dois passeios comigo. Fomos pela empresa de turismo São Paulo, eles pegam na porta do hotel com toyotas e retornam ao local. O nosso guia foi o Maurício, rapaz simpático e carismático, que nos atendeu com muita sabedoria sobre o local, nascido em Alcantara e atua como guia há 7 anos em Lençóis. Junto ao grupo estava uma família ótima de Salvador e um casal do Rio de Janeiro, todos muito bacanas!
No passeio de lancha pelo Rio preguiça fomos acompanhados pelo condutor Cristiano, também fantástico! Ele nos forneceu informações ótimas e fez paradas excelentes para explicar muitas coisas da região, desde vegetação, processo de extração e os animais da região. A planta principal é o buriti, com as palhas se faz telhas e a fibra para o artesanato. As palhas são moídas e a fibra, que vai depois para o tear. O tingimento do buriti pode ser feito com semente do urucum (laranja), casca do mangue (roxo) ou da salsinha (verde), além de outros pigmentos artificiais que também são um recurso utilizado (como o vermelho).
Além do buriti, há também muito açaí (utiliza-se apenas o fruto) e a carnaúba, onde extrai a cera (utilizada em vinil, cds etc), a palha para telhados e a madeira para construção de casas, o resto é utilizado na adubação de solo, nada se perde.
Também avistamos em Vassouras, uma vila às margens do preguiça, macacos pregos, além de pássaros como o Guará, que comem mariscos e são vermelhíssimos, coisa linda!!!
Há três paradas, em Vassouras (avista-se dunas, pequenos lençóis, e os macacos), Caburé (almoço e rio de um lado com água saloma e do outro lado, 2 minutos, o mar) e Mandacaru (com subida ao farol em que se avista os grandes lençóis, pequenos e todos os vilarejos).
O preço dos passeios é tabelado. O primeiro 50 reais e o segundo 60,00. Eu fiz pela agência São Paulo, eles são ótimos! Dá para ir por agencias de São Luis também. A van pega na porta do hotel e deixa na porta do hotel. O valor para um passeio (vai e volta no mesmo dia) é R$ 140,00 e para dois passeios, com uma pernoite (hospedagem e translado do hotel) sai R$ 280,00. Por conta, viajando de ônibus pela empresa Cisne, passeio pela São Paulo e hospedagem em Terral, o valor chega a aproximadamente R$ 180,00 para os dois dias.
Lagoa do Peixe, Grandes Lençóis Maranhenses

Meu novo amigo biólogo, Vinícius, no pôr do sol da Duna

A lua quase cheia na balsa, voltando para Barreirinhas

Macaco prego, roubando uma banana
Família de Salvador, muita animação!

São Luis do Maranhão

Depois da estrada de Piauí repleta de carnaúbas, o cenário vai mudando um pouco em Maranhão, com os buritis e babaçus. A rodovia está em boas condições também, desde que viaje de dia.
São Luis é uma cidade histórica. Muitos patrimonios estão fechados para reforma. O centro histórico mesmo é bem confuso de andar e perigoso, principalmente a noite. Fiquei aqui no Hostel Solar das Pedras, de Salomão, nativo fantástico que me deu dicas boas para o passeio por aqui. O Hostel possui wi-fi, uma sala de televisão, café-da-manhã, banheiro e quarto coletivo. Valor para alberguista é R$ 28,00.
Voltando ao centro histórico, como cheguei no sábado, havia vários pontos de música ao vivo na cidade, e estava bem badalado mesmo durante o dia, com apresentações de música e dança. O mercado é excelente e o artesanato é baseado em fibra de buriti, como bolsas, chinelos, jogo americano, chapéu e o que a criatividade permitir. Também há o refrigerante Jesus, clássico na região. Além do óleo de babaçu e uma tal tiquira, cachaça fortíssima da mandioca. Muitas
As praias possuem água bem turva, verde amarronzada. O atendimento nos bares não são tão bons, os garçons deixam a desejar. O mar estava uma delícia. A areia é beeeem fina e há formação de dunas em alguns pontos. Eu me banhei na praia do Calhau, lugar também onde andei a noite. De um lado da Avenida litorânea, tem os quiosques que a noite funcionam como bares com música ao vivo. Do outro lado da rua, uma porção de bares também só que fechados e mais sofisticados. Nada como passar a noite andando pelo calçadão e depois pela praia...
Praia do Calhau, em São Luis

Azulejos franceses no centro histórico