terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Chapada das Mesas

A Chapada das Mesas é composta por três cidades: Estreito, Carolina e Riachão. Carolina é a cidade que tem maior infra-estrutura, com hotéis e agências de turismo, o que não significa que é forte o turismo, nasceu de forma ainda bem desorganizada e está no começo desta atividade, o que faz os passeios serem absurdamente caros, principalmente se incluir transporte. Indico a agência de Isabel, que é uma pessoa sensível ao turista e não pensa em explorar, mas sim em auxiliar. A Agência fica na praça, em frente a pizzaria tio pepe, em Carolina, todos conhecem.
Bem, indo de Estreito, já dá para observar as chapadas em formas de mesa da estrada. No caminho para Carolina, está a Pedra Caída, que é um local fechado, que tem toda uma estrutura, com passeio de carro para as cachoeiras dentro do local, restaurante, pousadas, uma piscina artificial com água de rio, etc. Quando eu cheguei, a chuva havia cessado em pouco tempo e o parque estava fechado. Há uma tarifa para entrada, que não estaava cobrando. Dei uma olhada, mas a água estava muito turva devido à chuva e a piscina em manutenção, para limpeza. Como não teria passeio, segui a Carolina, onde conheci a Isabel. Um bom local para ficar é o Morro do Chapéu, uma pousada da Cida, uma senhora simpática ao lado do hotel lírio. A diária é de 15 a 20 reais. A simpatia é um excelente brinde. Como eu estava de carro, resolvi ir à Queda Dagua e Itapecuru, que são cachoeiras perto de Carolina. Fácil acesso e ambas com estrutura de restaurante. Estava um pouco frio e eu resolvi ir até o Riachão, onde eu vi que tinha lugares lindos. De carro de passeio, é possível chegar até o poço azul. Cheguei em Riachão e fui buscando informações até chegar ao Beto, que é secretário de turismo e que, por acaso, estava no poço azul. Em Riachão, dá para ir de Carolina por onibus (10 reais), e lá também tem pousadas, por volta de 20 reais a diária. De lá, deve pegar um moto-taxi (35 reais) ou um taxi (70 reais) até o poço azul. São 30 km de estrada de chão, em boas condições. Eu fui com meu carro, que chegou tranquilo, sem problema, mesmo com a chuva. Há placas indicando (Cachoeira do Cocal). Cachoeira do Cocal, aonde fica o Poço Azul, é um complexo de pedras, cachoeiras, tirolesas, restaurante, etc. Lindo o lugar. Tem chalés e área de camping. Vale muito a pena ficar por lá. Quem cuida do restaurante, chalés e camping é a Lili, uma moça de Piauí pra lá de simpática e prestativa. Eu ia acampar, mas a Lili me ofereceu um chalé por conta do frio.
Também tem os meninos do passeio, o Romário, Gabriel, Diego etc. Um grupo de meninos que moram lá e que cuidam dos passeios, da limpeza do local, das trilhas, tirolesa, arvorismo, rapel etc. O Romário que me atendeu, um menino super simpático e prestativo também. Logo desceu comigo e me apresentou todos os pontos turísticos do complexo. A água estava bastante turva devido à chuva, o que não é comum. À noite, ficamos no restaurante assistindo televisão e conversando um pouco.
Cedo acordei e o sol estava lá!!!! Tomei um belo café preparado pela Lili e fomos à passeio, eu e Romário de Quadricículo. Foi uma bela aventura. Diz-se que para ir ao Encanto azul, apenas de 4X4, porém, acho que daria para ir de carro de passeio devido à chuva. Mas a constatação só após a ida de quadriciculo, o que foi bem divertido, atravessando trilhas de areia. Chegando lá, que cena maravilhosa! O Encanto Azul é cooisa linda!!!! Nada de água turva, nascente de rio, que brota das rochas, água quente e também dos lençóis (mais fria). A temperatura da água é bem mais quente que o normal. Muitos peixes. Uma imagem linda!!! Valeu a pena demais!!!! Lugar lindo!!!
O melhor período para ir é em julho, que é verão para eles, pois chove pouco e faz bastante sol durante o dia, a água das cachoeiras e do poço ficam azuis!!! Eu vi tudo marrom! Para ir para o encanto, o passeio custou R$ 50,00, mas confesso que valeu muito a pena. Romário me esperou o tempo que quis no banho daquelas águas cristalinas e depeois foi comigo à cachoeira de Santa Bárbara. Muito atencioso mesmo. Voltando, passeei na Égua do Diego, que não tem nome, mansinha. Primeira vez que monto sem cela, mas a égua é boa demais. Dei várias voltas sozinha no complexo. Voltando, tomei um café com os meninos e a cozinheira deles, todos muito carismáticos. Ficamos de papo, eles contando as histórias mais divertidas do mundo! Chorei de rir!
Hora de dizer tchau e pegar a estrada novamente, mas por mim, ficava uma eternidade naquele lugar!
Encanto Azul

Eu estive e eu nadei lá!

Ahhhh, garoto! Vai brincando!

Fala sério! Eu amo isso aí!

Equipe do passeio!

Dona Lili, eita simpatia!!!!

De Belém a Imperatriz

A última noite em Belém foi ótima, com a ilustre companhia da minha amiga Vanda (que agora descobri que é com V). Fomos a Doca junto ao pessoal do hostel, música ao vivo, mais um sorvete de tapioca (para variar, né, Vanda?) e uma noite muito agradável. Uma boa despedida de Belém. Logo cedo, tomamos café no hostel e fomos à feirinha na praça da república, para nossa triste despedida. A Vanda me presenteou com um lindo vestido, que eu adorei! Depois, eu a deixei no aeroporto.
Bem, a Vanda foi uma companhia espetacular nesses dias todos. Uma mulher inteligente, sensível, guerreira. Aprendi muito em sua companhia. Posso tirar dessa história toda, uma bela amizade!
Seguir a viagem sozinha, deu-me um certo aperto no coração. Acho que não por seguir sozinha, propriamente dito, mas sim, pela despedida da amizade. Foi bem intenso conviver com uma pessoa especial assim, que compartilha da simplicidade, de boas discussões, da leveza.
Voltemos às estradas. Assim que peguei a estrada, parei para um tão esperado creme de cupuaçu. Uma delícia!!!!
Depois fui direto a Imperatriz, pela Belém Brasília (BR-010). Diferente do que me falaram, a estrada está ótima!!! Sim, muitos caminhões e tráfego, mas as condições dela está ótima para dirigir durante o dia. Nada de buracos, bem sinalizada.
Cheguei em Imperatriz debaixo de chuva, anoitecendo, foi um caos. Achei um hotel com qualidade muito ruim, mas preço razoável, R$ 30,00. A única coisa realmente boa foi o café da manhã, que estava maravilhoso!!!!
Em homenagem a minha amiga Vanda
Imperatriz é uma cidade bem caótica. Segunda maior cidade do estado de Maranhão, seguido pela capital, mas nada turística. Nada de legal para ver ou se fazer, ainda mais a noite, ainda mais debaixo de chuva. De manhã, ainda chovendo, deixei Imperatriz...