domingo, 25 de novembro de 2012

Bem vindas ao Pantanal!

Saímos do hostel por volta das 10:00. A van nos pegou na porta do hostel. E seguimos até o Lontra Pantanal. Uma estrada sem fim, em torno de 3 horas no carro, para chegar nesta estrada, no buraco das piranhas. Esta estrada desaparece na cheia, e os hoteis vão pegar as pessoas no asfalto do Buraco das Piranhas de barco! Nós, conseguimos ir tranquilamente (devido a seca) para o nosso hostel (8km) pela estrada de terra que está muito boa. 


Chegando no hotel que é uma delícia de lugar, fomos super bem recebidas pelo Sr. Luiz, o dono do hotel e a Dona Rosa. Ambos esbanjando muita simpatia. Estava no horário do almoço. Na ansiedade, já fui a beira do rio, que passa no fundo do hotel. e dei de cara com uma Iguana linda que estava na árvore tão próxima. E não era de criaçao. Selvagem mesmo. Além de inumeros pássaros.

Depois disso, almoçamos aquela deliciosa comida. Estava muito melhor do que a comida de bonito, muito mais caseira e temperada. Depois da digestão, pegamos o barco e fizemos um safari pelo Rio, onde avistamos muitos animais. O mais requisitado é a onça pintada. Diz que é muito difícil de vê-la, e tivemos a grande sorte!!!!








Retornamos, onde ficamos a vontade pela fazenda. Tirei várias fotos pela fazenda e fiquei de papo conhecendo os hospedes e conversando com o Sr. Luiz. Em seguida, conhecemos o Dr. Luiz e o Eliézer, dois simpáticos curitibanos que nos fizeram companhia no restante da estadia em Pantanal. No fim da tarde, nos convidaram para uma prosa na beira do rio, regado de cerveja e uma boa cerveja! Proseamos até a noite cair. O pantanal é incrivelmente quente. Realmente há bastante insetos, mas controlável com repelente, pelo menos na época que estivemos lá. Porém, o calor é insuportável. Tomei cerca de 3 a 4 banhos por dia de água fria para ver se o calor saia de mim! 


Depois jantamos na própria fazenda. A comida continua de muito agrado... E fizemos, então, a focagem noturna. Saimos de barco com um farolete focando os Jacarés na beira do rio a noite. É assustador, semelhante a um filme de terror. Encontramos, em certo momento, uma porção de pequenos jacarezinhos! Umas gracinhas. Ao jogar a luz em sua direção, vemos apenas os olhinhos vermelhos brilhando ao fundo. 

Depois do passeio, eu e Eliézer, aproveitamos para passear pela redondeza com uma dosezinha de cachaça , com lanterninhas no meio da escuridão pantaneira. O medo nos trouxe de volta ao hotel. Encontramos no meio do caminho dois rapazes que moravam e nos orientaram para não andar desprotegidos, ainda mais que a onça ataca e caça a noite. Então, subimos na ponte e ficamos observando o movimento. Ainda com receio, retornamos e ficamos na beira do Rio, com mais segurança, luz e conforto... 









Boca da Onça

Último dia em Bonito!

Vamos aproveitar para fazer o passeio Boca da Onça, que fica numa fazenda, caminho para Aquiduana, que é caminho também para o Pantanal!

A Boca da Onça é uma fazenda muito bonita! Fomos o primeiro grupo do dia. Assistimos uma apresentação em uma sala com vídeo explicando sobre o parque e a segurança local. O passeio consiste em trilhas com observação de vegetação, animais e cachoeiras, com cerca de quatro ou cinco paradas para banho nessas.

Saimos para a Trilha Boca da Onça da fazenda de carro até o início, vamos a Garganta da Arara, Cachoeira da anta, Cachoeira do Jabuti, Buraco do Macaco, Caverna do Morcego, Cachoeira da Paca, Cachoeira do Fantasma, Cachoeira da Queixada, Poço da Lontra, Praia da Boca da Onça, Poço da Pedra do Baú,  e inúmeros outros pontos. A paisagem é deslumbrante e as paradas para banho são uma delícia.

Arvores gigantescas no meio do cerrado?

Piscina da Cotia

Dos índios, aprendermos a retirar uma camada da Jaracatiá, retiramos um 'leite' para fazer doces, em seguida, passamos barro para vedar direitinho e não proliferar fungos e colamos a casca novamente na árvore. Que cultura, hein?!

Esta é a famosa Boca da Onça

Boca da Onça de Perfil

Essa mulher é energia pura!
Durante o percurso há placas com poesia de uma senhora que é da família da fazenda, Maria Cecília. Há poesias no percurso todo.

Depois de tanto andar, nadar, observar, depois da Cachoeira da onça, subimos mais de 600 degraus... confosso: cansa, heeein?!

Em seguida, o carro pega no fim da trilha nos leva pra fazenda, onde ficaremos até o fim da tarde. O almoço já está servido, com comida muito boa. E sobremesa de doce de casca de melancia, doce de jaca e outras 'bizarrices".

A tarde, é cochilar na piscina com água do rio, com criação de peixes como Pacú, piraputangas e Corimbás. Também tem um redário bom para uma soneca. Como diria meu amigo lá de Rio Grande do Norte: "Eta Mundão, não acaba não".

18:00, retornamos ao hostel, onde ficamos o fim da tarde conversando com os novos amigos que fizemos, cariocas, paulistas, holandesas... E ficamos de papo na piscina até umas 21:00, quando escurece lá! E aí, resolvemos tomar um banho e cair para experimentar a famosa carne de jacaré!

Fomos no Cantinho do Peixe, experimentar a tal carne, parecida com frango. A carne é bem saborosa e consistente. Lembrando que também, tem a Taboa, cachaça de Bonito, que tem com Guavira e outra com guaraná, gengibre e tantas outras coisas lá!

A noite teve apresentação de Blues e geral foi pra lá! Eu e minha mãe, preferimos descansar, pois amanhã, o caminho é longo... Pantanal nos espera!!!!

Buraco da Araras e Rio da Prata

Bonito é acordar cedo para aproveitar o dia.

7:00 é hora de estar prontas para o café no Hostel. A primeira partida é o Buraco das Araras, depois, Rio da Prata, ambas localizada na cidade de Jardim-MS. Um pouco mais de uma hora de viagem.

A van nos pegou e nos deixou no Buraco. Composto por uma trilha de não mais que 900km, com muitas paradas no meio para observação e fotografia. Vale a pena uma máquina fotográfica com bastante zoom e também um binóculos. O guia vai explicando sobre a vegetação e conta que existe uma lenda, possivelmente real, de que durante a ditadura, jogavam corpos de políticos neste buraco. Hoje, há um casal de Jacarés que mora no fundo do buraco e inúmeras araras vermelhas, que fazem seus ninhos nos buracos dentro do Buraco. É possível ver também Tucano e Curicaca.

O Buraco tem um diâmetro aproximado de 160metros e 100 metros de profundidade.


O passeio não dura mais do que uma hora. É bem breve. Em seguida, seguimos em direção ao Rio da Prata, que é uma fazenda como o Rio Sucuri. Distante do Buraco das Araras em nem 5 km.

A Flutuação no Rio da Prata se assemelha com o rio Sucuri, no que diz respeito a clareza das águas. Porém, o Rio da Prata tem muito mais variedade de peixe e peixes de porte bem maiores. É muito fácil encontrar dourados enormes, cardumes de grande Pacus, Piraputanga, Piau três pintas e Corimbás. Além disso, a trilha do Rio da Prata é bem maior. Andamos por entre a vegetação com orientação de um guia bem qualificado. Mais de um km até chegar no primeiro ponto de flutuação. O percurso do Prata, diferente do Sucuri, intercala trechos de trilha com flutuação, além disso, há momentos em que há uma correnteza bem forte, tendo que segurar em cordas, mas nada perigoso ou arriscado, mas diria com u m pouco mais de adrenalina. 

Pacu

Piau três pintas

Super dourado de meio metro!

O passeio é fantástico e encantador!!! Depois, há um almoço self-service na própria fazenda, com comidas caseiras que estava uma delícia! Além de sobremesas típicas de fazenda (doce de leite com mamão, queijos e outros doces que não me recordo). Tudo incluso no passeio, exceto bebidas. 

Depois de um descanso, o motorista nos retonou ao hostel, onde pegamos a bicicleta no hostel para dar uma volta na cidade. Lá, andamos bastante, por todas as ruas. Não sei da onde tiramos tanta energia!!! conhecemos a pracinha central onde tem uma fonte. Passamos em uma lanchonete para buscarmos nossa janta e retornamos ao hostel!