sábado, 31 de dezembro de 2011

Mais um dia em João Pessoa

Cedo saí para caminhar pelo centro histórico. O melhor caminho é deixar o carro e fazer tudo a pé. Há placas indicando pontos turísticos, porém, é tudo muito comercial, como um centro comum mesmo. Como saí muito cedo, tudo estava fechado (igrejas, museus etc). Mas deu para conhecer um pouco a cidade.
João Pessoa é dividido pelas praias do norte (Timbaú, Manaíra) e do sul (Ponta do Seixas).
No camping, conheci um pessoal muito bacana. O casal História de Alice (
Conversei bastante com o Ricardo, gerente do camping. Um cara muito prestativo e alto astral, sempre me dando dicas de lugares para visitar.
À tarde, fiquei na praia do camping, Ponta do Seixas, que estava uma delícia. Água azulzinha, praia deserta. Depois fui com a Inês e o Franco, pais de Alice, casal fantástico, ao espaço de ciência e arte projeta por Oscar Niemeyer. Lindo lugar. Esculturas, espaço interativo, lindo lindo lindo! Depois fomos à Cabedelo, distante 20km de João Pessoa, na praia fluvial do Jacaré. Lá, fomos assistir um acontecimento maravilhoso: o pôr do sol! Ficamos de um lado do rio, repleto de barracas, bares e lojinhas. às 17:17, tudo fica em silêncio pois o grande artista Jurandir do Sax sai de barco tocando Bolero de Ravel no Sax. Bem, não tem palavras para descrever o que é esta imagem. O céu estava cheio de nuvens, uma faixa avermelhada bem em cima da mata, do outro lado do Rio. O sol se pondo escondido nas nuvens. Nos últimos minutos aparece, vermelho, por inteiro, se pondo em instantes por traz da mata verde. Sensacional!
Retornamos e jantei com o casal uma carne de cajú maravilhosa preparada por Inês, na Alice. Ficamos a noite batendo papo, vendo fotos e vídeos lindos que eles arquivaram durante os 18 meses na estrada, além de dicas e histórias de valor imenso! Estou maravilhada em João Pessoa.

Arquitetura de Oscar Niemeyer

Pôr do Sol no Jacaré em Cabedelo

Inês, eu e Franco
www.historiadealice.com.br), um casal de Maceió de um motorhome...

De Recife a João Pessoa

Fiquei em no Hostel Olinda, quem me atendeu foi o Ailton. Estava lotada de gringos, muitos não falavam português, eu estava exausta, cheguei a noite na cidade. Tudo o que eu queria era banho e descansar! Dito e feito. Acabei não conversando com ninguém por lá. Aí, depois que tomei o café, estava tirando o carro para sair: Surprise! As francesas que conheci no hostel de Salvador estavam lá! Sensacional! Rimos muito. Mas segui viagem. Decidi descer a Recife e voltar conhecendo as cidades, como de costume.
Recife está bem diferente do que eu vi há um pouco mais de 10 anos. Olinda idem. Bem, a cidade de Recife é enorme, aproveitei para fazer um tour no centro histórico, nas igrejas, Recife Antigo. Há um passeio bem interessante que leva até uma jangada para um museu de esculturas, porém eu não fui. Visitei os bonecos de Olinda do Carnaval em Recife também (entrada R$5,00). Andei a pé pelas ruas confusas de uma cidade nada estruturada. Passei pela ponte Mauricio Massau, o forte cinco pontas, várias igrejas e também a praia Boa Viagem. As praias de Recife estavam muitíssimos cheias, em comparação às praias que peguei em outras cidades (agravada ainda pela época, pois está chegando o reveillon).
Olinda é uma cidade linda mesmo! Bem diferente da lembrança que eu tinha. É extremamente difícil dirigir por lá, pois as ruas são confusas, muitas são contra-mão. Péssimo. Compensa parar o carro e fazer o passeio a pé, enfrentando as ladeiras. Bem, o lugar mais bonito que vi foi o Alto da Sé, ponto mais alto de Olinda, em que se vê boa parte da cidade. Em cima há uma igreja e vários artesanatos. O bom dessas cidades que não há pessoas pedindo dinheiro na rua e nem pedindo para olhar carro. Tem zona azul e é cumprida e ponto. Em Olinda há guias credenciados para fazer o passeio histórico com os turistas, por R$ 40,00. Eu não fiz. As praias não me pareceram boas para banho, mas também, foquei mais no centro histórico.
Depois fui a Paulista, sem querer, que é uma cidade vizinha de Olinda. Nada de agradável por lá. Retornei a Recife para iniciar a subida.
Parei em Itamaracá! Que lugar bacana. Há um forte orange, construido pelos holandeses em 1631, que foi demolida e reconstruida pelos portugueses em 1954. O forte está fechado, pelo menos, não vi visitação. E fica a beira da praia. Aproveitei para tomar um suco e cochilar ao som das ondas. A praia estava bem cheia e com bastante barracas também, mas nada insuportável. Um passeio bem agradável. Há também o Ecoparque Peixe-Boi, de preservação deste animal. Fui visitar. Entrada R$10,00, estudante meia. O parque tem peixe-boi de vários tamanhos e diz sobre vários mamíferos marinhos. O peixe-boi está em extinção, por isso do parque. Há também passeios de lancha para a Ilha de Itamaracá, mas não fiz e nem vi o preço. Fiquei na barraca da Ceça, lugar onde eles recepcionam muito bem, montaram um guarda sol bem perto do mar para eu cochilar antes de pegar estrada.
Tentei beirar pelo litoral até chegar em João Pessoa. Passei por Goiana, Caaraporã (já no Paraíba), Pitimbu, Jacumã. Em Jacumã, parei para tirar umas fotos, as outras cidades a praia são um pouco mais afastadas da pista. A pista não é tão próxima da praia neste trecho. Aliás, escolhi este trecho para ver o mar, pois existe um outro caminho mais rápido. De Itamaracá a João Pessoa demora uma hora.
Forte Cinco Pontas em Recife

Museu de Bonecos Gigantes em Recife

Alto da Sé em Olinda

Jacumã

Show na praia em João Pessoa

Meu quintal do camping em João Pessoa
Cheguei tarde em João Pessoa já estava escuro. Juarez quem me recepcionou muito bem no camping. Ricardo é o gerente, eita paraiba gente boa! Sai a noite para caminhar na praia do Tambaú, onde havia muito movimento, show na praia e lojinhas por todos os lados. Estava bem gostoso.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

De Maragogi a Olinda

Bem, a noite em Maragogi foi maravilhosa com o céu repleto de estrelas, quando acabou a luz do camping. O nascer do sol foi a coisa mais linda. Depois retornei a dormir, pois o sol vai esquentando o corpo, mas ao mesmo tempo, vem um vento da mata que faz frio. Voltei pra barraca e acordei mais tarde, quando estava quente. Tomei um banho de mar, descansei na rede, andei pela praia e esperei a maré abaixar. Surpreendente ver os corais e a bancada de areia surgindo metros e metros de distância. Fui, então, nadando até o recife, que parece que não ia chegar nunca. Fiz apinéia, vi vários peixes pequenos, encontrei uma nota de 2 reais (uma tartaruga marinha!), e uma arraia. Não vi muita coisa não, mas foi bem legal, as águas verdinhas. Quanto mais você anda, a água fica na mesma altura, devido ao banco de areia. Fiquei 3 horas no mergulho e voltei quebrada de cansaço. Arrumei as coisas e continuei viagem.
Passei em Tamandaré, já em Pernambuco, pra praia dos Carneiros! Coisa linda demais!!! Vale a pena!!! Água azulzinha... fica 10 km da rodovia e o acesso é fácil.
Depois retonei até Porto de Galinhas, fazia mais de 10 anos que nao passava por lá. Tudo muito difernte! Antes era um pequeno vilarejo, hoje é tomado tudo por asfalto, comércios, uma cidade mesmo, um shopping. Desanimei pois os mergulhos são em piscinas que deve ir de jangada ou mergulhos de cilindros, que custa 70 reais, porém, não vou ver nada diferente do que já vi, corais e pesixes.
Conheci o casal Gilane e Airton na beira da praia e iam acampar de frente a praia, mas nao é um camping, é aberto. Eu topei acampar com eles, mas como vi que nao ia aprovietar muito Porto de Galinhas, resolvi vir a Olinda, sair um pouco da rota de praias e fazer um pouco mais de centros históricos em Olinda e Recife!

 Nascer do Sol em Maragogi. A vista da minha barraca

Este paraíso tem nome: Maragogi

Praia dos Carneiros em Tamandaré

Porto de Galinhas

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Paripueira

Esqueci de falar de Paripueira no post anterior, que fica depois de Maceió e antes de Maragogi. É um lugar lindo como as praias do norte de Maceió. Uma delícia!!!!

Paripueira, um pouco depois de Maceió

Da Praia do Gunga a Maragogi

Após o sucesso ontem na tapioca do hostel, fiquei conversando com o Luciano, recepcionista do hostel que me deu dicas ótimas de viagem! Decidi, então descer novamente para a Praia do Dunga e subir beirando o litoral.
A Praia do Dunga é excelente, fica no meio de uma plantação de coqueiros. Águas verdinhas, coqueiros, uma imagem maravilhosa. Um lugar sensacional e pouco movimentado. Fui com as paulistas do hostel, Rose e Mari e também a nossa colega de quarto Dani, alemã. Do mirante da praia, você consegue ver o céu azul, água verde, a praia brnaquinha e os coqueiros. Coisa que foto alguma consegue revelar...
Depois passei na Barra de São Miguel, que .é um lugar ótimo! O visual é bem semelhante, porém com corais no meio. A praia deserta, águas azuis! Lugar maravilhoso.
Em seguida fui a Praia do Francês, que é muito lotada e tem a mesma qualidade das praias anteriores. Badalada demais. Muita gente, comércio, barracas, pousadas, muvuca!!!! Mas a praia é bonita também. A Praia do Francês é distrito de Marechal Deodoro.
Em Marechal Deodoro, tem a casa onde o ex-presidente morou, além do centro histórico com inúmeras igrejas. Um complexo mesmo de igrejas. A Casa onde o presidente morou se encontra hoje em reforma. A cidade é um pouco confusa no trânsito, porém, como há pouco movimento, é tranquilo de se locomover!
Em seguida voltei a Maceió. As praias de Maceió são lindas e quanto mais para o norte mais lindas vão ficando, pois menos movimento e o visual vai ficando cada vez mais bonito, limpo e preservado. Ainda no centro de Maceió tem uma fecira de artesanato. A rodovia vai beirando todas as praias. A vista é indiscutivelmente maravilhosa! Cruz das Almas foi a minha praia preferida. Aquilo sim é um paraíso.
Em Maragogi, 120 km de Maceió, encontra-se um grande paraíso. Piscinas naturais, um recife, coisa linda mesmo. Disseram que é bom para mergulho quando a maré está baixa. Estou aguardando abaixar. Cheguei, armei a barraca no Camping do Sálvio, em Ponta de Mangue (povoado de Maragogi). Conheci um casal holandês que está a viagem numa toyota e um casal goiano com três lindos filhos: Yuri, Luti e Nina, que são crianças espetaculares! Após minha janta em miojo, ficamos todos a mesa, iluminados pela luz de uma lanterna, pois havia acabado energia na cidade. Lua minguante e um céu incomparavelmente estrelado. Uma noite perfeita!!!! Minha barraca de vista para o mar, 50 metros da água. Onde o sol nasce. O camping é R$ 30,00, com banheiros bem limpos, masculino e feminino, área comum com fogão a lenha e uma mesa para refeições. Sálvio arruma muito bem o camping, preservando bem o local com a limpeza. Há também uma área de descanso, com uma geladeira para campistas, rede, esteira, numa cabana coberta com de sapê. Agora aguardo o nascer do sol, desde às quatro da manhã.
“Na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê”

Luciano no Hostel Ponta Verde em Maceió

Rose, Dani, Eu e Mari na praia do Gunga
pr
Praia em Barra de São Miguel


Praia do Francês

Casa onde nasceu o ex-presidente Marechal Deodoro da Fonseca

Praia Cruz das Almas em Maceió

Maragogi, o paraíso!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

De Aracaju a Maceió

Sim. Aracaju me surpreendeu! Apesar de as praias não serem naturalmente privilegiada devido à água escura, a cidade é bacana. Conheci a catedral, o mercado livre, o mercado central, a orla, o farol. Achei interessante que muitos dos sergipanos que eu conheci me agradeceram por ser simpática ou por responder. Fico pensando como eles se relacionam ou como são os turistas que passam por lá. Tratam como se eu tivesse feito um favor por ter olhado um artesanato, ter respondido ‘um bom dia’ ou ter dado apenas atenção. À primeira vista, são muito fechados como se estivessem intimidados com a sua presença, mas ao se mostrar aberto, conversam muito, uma conversa boa que segue. Em Aracaju, as pessoas com quem conversei não valorizam sua cidade, como as pessoas que conheci de outras cidades, parecem ter vergonha da cidade e estar  frustrados por viverem ali. Gostei da cidade e das pessoas também.
A estrada saindo de Aracaju está em obras, para duplicar. Vai ficar excelente. Depois peguei uma estrada para Neópolis e Ilha das Flores. De Ilha das Flores, conseguimos ver o Rio São Francisco enorme! A vista para o lado do São Francisco é linda! Por outro lado, partiu meu coração a pobreza das pessoas que moram a sua margem. Ilha das Flores é uma cidade muito pobre...
Já em Brejo Grande, a cidade é um pouco melhor. Lá as pessoas vivem de pesca e passeios de barcos no verão para a Foz do Rio São Francisco (motivo pelo qual eu fui). Bem, o Cícero foi o sergipano que me atendeu super bem! Marcamos um passeio, como eu estava só, ele me cobrou 70 reais. Uma hora até chegar na foz, e uma hora para voltar. Normalmente as pessoas vão de Piaçabuçu, já em Alagoas, onde tem muito mais movimento. Bem, a foz é maravilhosa! Uma paisagem linda, coqueiros, areia, rio, mar... Foto nenhuma descreve! Adorei! Fantástico! Quando fui, estava deserto. O mar agitado e o rio mais tranquilo e muito melhor para banho! No meio das areias, há piscinas naturais.
Chegando de volta à Brejo, consegui uma balsa para apenas um carro que leva ate Piaçabuçu por 25 reais em 25 minutos. Para ir de carro, deveria retornar a Neópolis. A facilidade e custo recompensa decidiram.
De Piaçabuçu à AL-101 está muito boa, mas a sinalização das faixas está ruim para dirigir a noite, peguei o pôr do sol na estrada. Já a AL-101 está sendo duplicada também, portanto, obras, com alguns trechos já duplicada. Está muito boa!
Ainda não conheci Maceió. Cheguei ao Hostel Ponta Verde e já fui super bem recebida pela recepcionista quebra-galho Suelen e pelo pessoal aqui hospedado e amigos. Tem a paulista Rose, que já me convidou para uma ‘tapiocada’ antes mesmo de eu fechar a ficha do hostel. De cara topei. Fomos com o carioca Anderson buscar a gaúcha Vera, que mora em Maceió há quase três meses. Chegando no hostel conheci as paulistas Mari e Renata. A tapiocada foi um sucesso. Enquanto elas lavam a louça, eu posto no blog e estudo o roteiro de amanhã e o Luciano do Hostel está me dando uma força.

Mercado Municipal - artesanatos em Aracaju

Ilha das Flores - Rio São Francisco

Brejo Grande, última cidade de Sergipe - A Foz do Rio São Francisco


Sr. Cícero e Eu no barquinho fiel!
Sr. C
"Tapiocada" com o pessoal do Hostel Ponta Verde

De Salvador a Aracaju

Há 10 anos que estive em Salvador pela primeira e última vez. Tinha uma memória muito desagradável da cidade, desfeita nesta última visita. Bem, o hostel é fantástico, o pessoal foi muito bacana, muita gente, muita risada, tudo muito divertido e a dinâmica do hostel é ótima! Apesar de ter dormido tarde, tomando cachaça com os companheiros do hostel, eu acordei muito cedo. Chegou um pessoal de Sampa, muito bacana no hostel. Hoje, também conheci a Sara, a recepcionista da manhã que me atendeu super bem também, e se interessou pelo blog e pela viagem. Saí cedo com o meu novo amigo turco, Ramazan (Ramo).Por mais irônico que isso possa parecer, ele foi meu guia em Salvador. Valeu um passeio pelo Elevador, Mercado Modelo, Pelourinho, Igreja São Francisco (a mais rica em ouro do Brasil). Foi fantástico! Poucas pessoas devido ao natal, o que deu para aproveitar bem para tirar fotos, conversar e andar tranquilamente pelas ruas do centro histórico. Desta vez, a cidade me pareceu mais limpa, organizada, com policiamento maior (todas as ruas tinha policiais). Também valeu um passeio por algumas praias. Logo deixei Ramo no albergue e segui viagem.
Vejo que a malandragem de alguns continuam em Salvador. Se não ficar esperto, muita gente te passa a perna, cobram coisas absurdas, como 10 reais para dar informações, pagar 10 reais para estacionar na rua, etc. Quando se vê um gringo, aí a exploração duplica, coitados.
Arembepe é o paraíso. Fica 60km de Salvador, um pedágio, por sinal o primeiro que peguei desde que saí de BH. R$ 6,90, mas pela primeira vez, peguei pista duplicada. Está uma delícia, mas muito transito até a Praia do Forte. Bem, Arembepe tem uma aldeia hippie fantástica. De um lado, um rio, de outro, o mar. Os hippies vivem em cabanas, vendendo os seus artesanatos, A estrada para chegar a aldeia é de terra, porém, é bem perto do asfalto (2km de terra, acho). Há locais para camping na comunidade. A vista da praia é a coisa mais linda! Praia limpíssima e deserta! Vale muito a pena. Também ao lado da aldeia, tem o projeto Tamar. Paga-se 3 reais para entrar (Estudante meia), e é fantástico lá dentro. Há um labirinto do saber, tudo muito interativo, um foco de preservação ambiental incrível, ao lado de uma praia que não se descreve. Com certeza, um paraíso.
Praia do Forte já é mais turística, com muitas lojas. Parece-me que pessoas com poder aquisitivo mais elevado. As praias também são muito bonitas e tem o projeto Tamar em proporções maiores do que de Arembepe, com tubarões, arraias, lojas etc. Todos os dias as 17hs há desova das tartarugas no mar, no período do verão.
Costa do Sauípe é lindo. Fantástico mesmo. O rio Sauípe desemboca no mar, uma imagem linda!!!! Não vi muitos turistas, mas sim o pessoal mais da região, simples. A elite fica em condomínios fechados em que não se pode ter acesso. Mesmo assim, a costa do Sauípe é um lugar que vale a pena conhecer. Águas claras. Uma delícia!
Não passei por Mangue Seco, onde gravou Tieta, devido a falta de tempo. A estrada está sendo duplicada para chegar até Aracaju, portanto, tem algum trânsito por conta das obras, mas a estrada vai ficar 10!
Assim, cheguei em Aracaju. Não tem hostel e nem camping. Encontrei um hotel R$ 45,00 (chorei desconto), chamado Hotel Brasilia. Tem ar condicionado (aqui é muuuuuito quente), televisão, quarto com banheiro, café da manhã, wi-fi. Como só vim passar a noite e saio amanhã cedo, o senhor, muito simpático me concedeu um belo desconto (Valor normal é 70,00).
A cidade de Aracaju me assustou num primeiro momento. Tudo deserto, a cidade vazia, as pessoas trancadas em casa. Pode ser porque seja natal e seja domingo. Vamos ver se amanha Aracaju me surpreende!
Sara, recepcionista da manhã do Hostel em Salvador

Meu novo amigo turco Ramazan na Igreja mais rica em ouro - São Francisco


Um paraíso chamado Arembepe


Praia do Forte - a beleza do norte da Bahia

Costa do Sauípe: encontro entre o Rio Sauípe e o mar! Que´delícia de lugar 


Pagando sonhos moedas: Hotel Brasília em Aracaju.


domingo, 25 de dezembro de 2011

De Itacaré a Salvador

De Itacaré a Salvador
De Itacaré, a cidade de surfistas, parti a Camamu. Cidade bonitinha, com centro histórico, porém, não tem praia. A região toda é mangue. Tomei um lanche no meio da estrada de pastel de banana com um suco de graviola, muito bom!!!
A estrada está boa até Nilo Peçanha. Fui a Cairu, tentar pegar uma lancha para Ilha de Boipeba, mas já aviso. Por Valença é bem melhor. Fiquei três horas, as lanchas não passavam e mudei de idéia, resolvi vir direto. Conversei com o pessoal da região, e eles me falaram que Boipeba é muito bonito e bom para mergulho, com piscinas naturais, em que os peixes se aproximam dos turistas. Achei bem interessante, mas a viagem de barco me cansaria muito. Por isso, resolvi subir a Salvador.
A estrada de Nilo Peçanha a Cairu é ruim, com trechos sem asfalto e muitos buracos. Depois retornei a Peçanha e subi a Salvador via Ferry boat. Uma hora aproximadamente do travessia. Taxa de R$47,00. Já de cara assustei, fui perguntar para um morador e ele queria me cobrar 10 reais para me dar a informação, sendo que para fazer a travessia era só eu seguir reto. Tem que tomar muito cuidado com a esperteza daqui...
Camamu - BA

 
Noite natalina regada a cachaça com os gringos!

Trindad, recepcionista do hostel. Pagando meu sonho em moedas.
O Hostel Porto em que estou é super legal. Tem várias alas em comum. Não tem estacionamento próprio, o quarto é coletivo, minhas colegas são duas francesas, e o hostel está cheio! Há uma sala de tevê, redes e livros espalhados, mesa de sinuca, cozinha, banheiro coletivo! Tudo aqui é muito legal. A recepcionista é a Trindad, um moça muito simpática que riu muito com minhas moedas. A noite de natal é regada de cachaça com os franceses, turcos, mexicanos, bahianos...... no hostel, pois todas as outras pessoas do mundo tem família e devem passar serenamente com suas respectivas.

sábado, 24 de dezembro de 2011

De Santa Cruz Cabrália a Itacaré

De Santa Cruz Cabrália a Itacaré
Doce Ari-Ema


Um Café com Jorge Amado

Um mirante entre Ilhéus e Itacaré

A noite em Itacaré





Cabrália é um lugar sensacional. A Coroa Vermelha é um distrito de Cabrália. Lá foi o lugar onde Cabral chegou, e Porto Seguro onde foi construída a primeira vila e onde teve a primeira missa. Em Coroa Vermelha, vemos muitos indígenas Pataxós, inclusive, há um shopping indigena e um museu. Fui muito bem recebida lá pela doce Ari-Ema (sol da tarde), que me contou dos costumes e também da miscigenação ocorrida, principalmente em 51, em que os brancos mataram e estupraram muitos pataxós, que se espalharam refugiados pelo Brasil. Ainda existe o intuito de preservar a cultura e a língua, por meio de escolas indígenas, mas está se perdendo muito com o tempo.
Em Porto Seguro, além das praias e da passarela do álcool, há um museu do descobrimento do brasil, contando um pouco da história da colonização. Também há a primeira vila do Brasil, com a igrejinha, que vale muito a pena conhecer.
Depois fui prosear com Jorge Amado em Ilhéus, que fica há três horas de Porto em boa estrada BR-101. A cidade tem muito trânsito e é bastante confusa. O centro histórico é uma graça. Gira em torno de Jorge Amado. As praias são bem escuras, embora o dia estivesse nublado, me informaram que a cor da água é sempre mais escura mesmo, para o marrom.
Para Itacaré, passa por dois mirantes maravilhosos, em Uruçuca. A estrada pelo litoral é muito boa, só pega um trecho bem pequeno de terra. A distancia de Ilhéus para Itacaré são 65 km. Bem perto mesmo. Itacaré a noite é bem agitada. Cheia de gringos e bahianos sedutores pela rua. Gente de todo lugar do país. Fiquei acampada no Banana Camping, que é de um rapaz da Inglaterra, Peter e sua mulher Débora, que receberam um amigo do México. Aqui só se fala inglês, pois há muitos gringos na pousada. Como eu não tenho o ingles desenvolvido, fui para a rua mesmo...
O Camping é muito bonitinho, com banheiro, cozinha, wi-fi, grama no chão, salinha, bar-nana, uma salinha ao ar livre. Estão terminando a reforma, por conta disso, alguns entulhos, mas ficará ótimo para o final do ano. Preço: 15,00.
Na rua, peguei uma roda de capoeira muito agitada. Também conheci algumas pessoas, como o Beto, brasiliense que pinta em acrílico quadros lindíssimo e o Paulo, um bahiano da cidade que surfa, joga capoeira e apaixonado por Itacaré.
A noite todos saem na rua a busca de um bom papo ou um jantar, ou compras de lembrancinhas. Enfim, todos na rua! Reggae, MPB, forró... Assim que se agita Itacaré...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Da Praia dos Espelhos à Santa Cruz Cabrália

Da Praia dos Espelhos fui a Trancoso, muito bacana lá. Cidade pequena, muito bonita. Lá tem o quadrado, um local onde não passa carro, uma praça repleta de casinhas coloridas, que vendem artesanato, ao redor de uma simples Igreja (de São Jorge), que atrás tem um mirante muito bonito, onde se vê toda a praia, os rios. Ao lado um cemitério, utilizado até hoje. Praia bonita, mas nada demais. A estrada é muito boa de Trancoso a Arraia D’ajuda, apesar de ser de terra. Em Arraial, tem uma igreja também. É muito parecido com Trancoso. Uma igreja, a rua Mucugê, que vende várias bugigangas da cidade. Atrás da igreja também tem um mirante das praias. Muito gostoso. De Arraial para Porto Seguro, é preciso passar por uma balsa, o caminho é bem curto e rápido. Tudo asfaltado até Santa Cruz Cabrália, onde estou hospedada no Hostel Maracaia. Aproveitei para fazer a carteirinha. Para alberguista: R$ 35,00, com quarto coletivo (quatro colegas de quarto de São Paulo). Fui super bem recebida pela Tânia que trabalha aqui e é divertidíssima. Ri muito com ela no hostel! Uma companhia sensacional. Além dessa sensacional recepção, o hostel oferece café da manhã, wi-fi, banheiro no quarto, ar condicionado, piscina, estacionamento. À noite fui badalar nas ruas da passarela do álcool, em Porto Seguro, que são apenas 20km. São quadras e quadras com lojas de um lado e barracas do outro, vendendo todo tipo de coisas: bebidas, drinks, doces, lembrancinhas, roupas, biquinis, bolsas, DVDs com shows bizarros (tipo os trapalhões) e infinitos outros objetos. A rua é muito agitada. A galera cola geral. Também tem umas casas de show, com go go boys e mulheres semi-nuas, que a galera adora. Eu preferi dormir cedo e seguir viagem!
´Trancoso - na Igreja do Quadrado


Arraial D'ajuda - Rua Mucugê

Santa Cruz Cabrália - Minha nova amiga Tânia

Porto Seguro - Passarela do Alcool (eu tomando apenas água de coco!)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

CUMURUXATIBA (era o post anterior)

Segui a prado em estrada de asfalto muito boa. 50km. Depois, segui a Cumuruxatiba por uma estrada de terra em condições não muito favoráveis pois além de terra, há muitos carretas passando pela região, que foi tomada por plantações de eucalipto, trazendo um prejuizo muito grande para a região. Finalmente acampei na Aldeia da Lua. Conheci um casal que estava aqui, o Sr. Atilio, a mulher Sandra e o Reginaldo, que é da região e lhes faziam companhia. Convidaram para um churrasco, observando minha precariedade na cozinha, estava fazendo um miojo muito bom! Aceitei  convite do bate papo, depois de um banho e ter me alimentado, mesmo em condições mais precárias. Eles são de Itapecerica da Serra. Todo ano vem a Cumuru. Muito alegres e de bem com a vida. Trazem na caminhonete, fogao, frigobar, churrasqueira, e uma barraca enorme, que eles colocam até armário dentro. Tudo nos trinques! Muito bacana. Eu estava sem energias com meu passeio e fui para minha singela barraca, que a tenho com muito amor também, ao som de beatles.

PRAIA DOS ESPELHOS

Eu ia de Cumuru para ponta do Cahi, porém, a estrada estava interditada. A praia em Cumuru não é muito bonita, tem muito mangue e algas. Segui para Praia dos Espelhos, que é considerado TOP pelo guia quatro rodas. Sinceramente, não achei nada demais. É uma praia bonita sim, que desembocam dois rios. A água não estava tão clara, devido ao tempo com muita nuvem, embora sem indícios de chuva. Falésias, high society, disseram que a Elba Ramalho tem uma casa por lá. As pessoas não ficam na areia, e sim em cadeiras super confortáveis nas barracas. Só para parar o carro, você deve pagar 10 reais. Gente muito bonita e pouco movimentada. Pessoal com tablet, notebook, champagne à beira da praia. A estrada de terra é péssima para chegar até lá. Sinceramente, não acho que vale a pena. O legal é que no meio do caminho tem alguns índios pataxós vendendo artesanatos.

CARAVELAS - PARQUE DOS ABROLHOS

CARAVELAS
De Salinas a Caravelas as estradas estão muito boas, toda asfaltada (pista simples) e sem buracos. São elas:
BR-267 de Salinas a Araçuaí
BR-367 de Araçuaí à Itaobim
BR-116 de Itaobim a Teófilo Otoni
BR-418 de Teófilo a Itabatã
BR-101 até Teixeira de Freitas
De Teixeira a Alcobaça e Alcobaça a Caravelas, eu não sei o nome das pistas, mas estão boas também.
Saí por volta das 11horas de Salinas e cheguei em Caravelas 18hs. Parei apenas para abastecer. Sem chuva em nenhum dos lugares que passei. Em Caravelas um calorzão! Passei a noite na pousada Shangri-la. Quarto com ventilador, pia, banheiro coletivo e café da manhã. 18 reais.
Dormi cedo para fazer o passeio de barco ao parque Abrolhos. Este nome se deve a muitas embarcações portuguesas que sofreram naufrágio devido a recifes extensos. Existem dois tipos de passeios: de um dia e de três dias. O parque fica a 70km do continente, e possui uma diversidade grande de aves, além da vida marinha. São três horas para ir e três horas para voltar. Composto por quatro ilhas, há uma fiscalização rígida, pois uma das ilhas é tomada pela marinha. Há também uma casa presidencial construída no período do Lula, porém, ele só foi visitar este paraíso uma vez. Os turistas só podem desembarcar em uma das ilhas, em que há muitos pássaros Atobás brancos. O pessoal do Instituto Chico Mendes faz as boas vindas e nos guia a um breve passeio entre as aves, que não tem problema algum de ficar perto de nós. Os atobás não saem do arquipélago. São aves monogâmicas e os ninhos são pouco elaborados, no chão da ilha. Os “adolescentes” possui penas marrom e trocam para branco. Há também os piratas que são aves que não tem uma glândula para impermeabilizar da água, impossibilitando o mergulho para alimentação. Elas bicam o pescoço de outras aves, como o atobá, até que esses vomitem e soltem a comida para elas comerem. Nada do que ter a comida mastigadinha, não é?
Bem, a vida marinha é fantástica! A visibilidade é de aproximadamente 20m, isso é muito!!! Pudemos ver muitos tipos de peixe, que não me recordo o nome. As cores deslumbrantes, azul, amarelo, alguns que mudam de cor como o Abadejo. Fizemos apinéia em dois pontos. Nadei com os instrutores Junior e Johnatan, que fizeram o passeio ficar muito melhor. Nadei ao lado de tartaruga e arraia. O passeio é fantástico! Valeu a pena.
O barco oferece almoço. Também, regados a frutas como melancia, manga, laranja, abacaxi, banana. Sanduiches, cafés, balas, bolachas, tudo a vontade. A tripulação nota 10! Muito atenciosa com cada um de nós.
Nossa equipe de passeio também foi excelente. Pessoal de São Paulo, Santos, Ponta Grossa, Suécia, Alemanha... Passamos o dia juntos, o suficiente para deixarem saudades. Pessoal nota 10 também! Acabamos fazendo muitas amizades. As pessoas fazem parte do ouro que existem nos lugares... Excepcionalmente quando sabem valorizar o espaço em que estão, respeitando a natureza e curtindo a todo minuto uma paisagem, uma vista...
Turma da embarcação


A baleia e a tartaruga

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Salinas II

Conheci a Seleta,  Boazinha e Saliboas... =)

Eu e a Cris, que me atendeu super bem no alambique em Salinas! Agora posso falar com propriedade que a Seleta é minha cachaça preferida!!!!!

Salinas

De Diamantina até Salinas, pela BR-367. A maior parte do trecho está bom, chegando em José Gonçalves, a situação fica bem crítica. Buracos enormes causados pela chuva. Buracos bem profundos e grandes. Mas, nada que deva reduzir tanto a velocidade assim. Um trecho de 50km entre Berilo e Virgem da Mata em estrada de chão, com muio buraco e muito caminhão passando. Neste trecho, velocidade média entre 30 a 50 km/h, atrasa um pouco a viagem. Não peguei chuva na estrada a partir de Sete Lagoas, o que facilitou muito. Apesar de a estrada apresentar alguns problemas, é bem tranquilo.
Salinas é uma cidade nada turística. Apesar de ter alguns hotéis, a cidade não tem muita coisa para ver. Há oito anos o prefeito parece estar construindo um museu da cachaça, mas até agora não tem nada além de um espaço (sem construção) e uma placa.
Os hotéis são bonitinhos e as lojas também. Há uns quiosques na praça, muito bonitinhos, imitando uma praia. Simplicidade é o que define a cidade. Lojas, bares e hoteis expoe as cachaças da cidade. Este é o Hotel Fá, em que estou hospedada, quarto com banheiro coletivo, ventilador, televisão, wi-fi, café da manhã. O quarto é bem simples, não preciso de tudo isso, mas a cidade não possui camping. O valor da diária: R$ 25,00.
Preparo para um banho e tomar café da manhã e seguir viagem... A estrada me aguarda...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Diamantina

Belo Horizonte amanheceu chovendo. Peguei a estrada eram quase 9 horas da manhã.
Muita chuva perto de BH.
BR-040: estrada boa, pista dupla, sem congestionamento no sentido BH - Brasília (apenas no sentido Brasília - BH teve um acidente, provocando um enorme congestionamento). Pista muito bem conservada.

Depois da BR-040, peguei a BR-135, depois BR-259 e BR-367. Pistas simples, trânsito bom, alguns caminhões, trechos dentro da cidade são mais críticos, porém, muito boas as estradas.

Cheguei em Diamantina. Cidade histórica, onde morou JK. Muito simples e pequena. Visitei alguns pontos turísticos, como a casa da Xica da Silva, casa de JK, igrejas, Passaredo, porém tudo fechado numa segunda feira.