Este lugar é fantástico! De uma beleza muito única. O Jalapão é um complexo de várias cidades e povoados. O principal dele é mateiros, que se chega por estrada de chão de Ponte Alta. Um 4x4 é muito bem vindo nessas horas, já que a distância é grande e a estrada não ajuda muito. A paisagem é linda, desde solos ricos, mata densa, passando por grandes veredas enfeitadas de buritis até o cerrado seco.
As atrações são muito diversificadas também. Quem nos acompanhou foi o guia Isaias, que é um cara super atencioso, simpático e observador e fui com a companhia dos meu novos amigos: Rodolfo e Cido, que são de Arthur Nogueira. Primeira parada é Sussuapara, uma nascente de água em forma de cânion, linda demais. Depois passamos na cachoeira do lajeado, composta por várias escorredeiras até chegar em uma grande queda. Devido a chuva, não descemos na parte baixa da cachoeira, pois o volume de água estava muito alto.
Terceira parada é a prainha, de água doce, claro. Cheia de peixinhos. E com uma pequena queda de água também. Avistamos 3 cobras nadando na água, mas distantes de nós.
Depois fomos a Cachoeira da velha, que é a cachoeira mais larga, com um volume imenso de água. O nome se dá devido a uma velha que morava lá perto. A cachoeira é muito bonita, mas não é boa para banho. Uma parada no frito gordo e subimos no fim da tarde nas dunas, com areia bem avermelhada, com visão de grandes veredas e buritizais. Coisa linda mesmo!!!! Impressiona qualquer um.
Chegamos em Mateiros, e nos hospedamos na pousada do Cardoso (40 reais a diária, com café da manhã, banheiro no quarto, ventilador e TV). Tomamos um banho e fomos jantar no restaurante da Dona Rosa, uma senhora guerreira, forte, um exemplo de vida. Uma comida boa até, acompanhada de um papo pra lá de delicioso. É um dos poucos restaurantes em Mateiros. Mateiros é uma cidade de 4 mil habitantes. Há apenas uma rua asfaltada, que é irônico, porque é uma ilha de estradas de chão.
Dia seguinte, levantar cedo para ir ao Fervedouro, que é um poço paradisíaco, de águas cristalina, onde a água brota do chão. Não se consegue afundar, devido a pressão da água. Não tem como descrever, tem que conhecer. Diferente de tudo que já vi. Água quente, cristalina, cheia de peixinhos e ao redor bananeiras.
Mumbuca é um povoado, que iniciou com a arte do Capim Dourado. Lá, há uma associação do capim dourado, onde se compra artesanato dos mais diversos. O capim dourado era utilizado pelos índios da região, aprendido por um quilombola, refugiado da Bahia (a distância de Mateiros a Bahia é de 40 km de estrada de chão apenas). O quilombola repassou a arte para uma senhora que é irmã da matriarca de Mumbuca. Esta senhora começou com o artesanato e ia até o Piauí de jegue para vender e trocar por alimentos, numa viagem de 30 dias. Depois, foi passando para as novas gerações. Hoje, crianças, adultos e idosos fazem a arte com o capim. A matriarca, viva até hoje, 95 anos, é a parteira do povoado e mãe da presidente da associação. Hoje, é denominada como comunidade quilombola, mas estão bem longe desta realidade.
Para fechar com chave de ouro, há a cachoeira do formiga, que é um lugar de águas azuis, como se tivesse corante mesmo. A visibilidade é total. Um poço de aproximadamente 3 a 5 metros, onde se vê tudo com muita perfeição. Um paraíso. Depois disso, retornamos até a Ponte alta, com 5 horas de viagem em estrada de chão. Total percorrido 500 km. Um pouco antes disso, o carro quebrou e fomos de carona com o Márcio, que é da Agencia da iguana, que faz o passeio com saída por Palmas. Um cara super gente boa e prestativo!!!
Jalapão, um passeio que vale a pena.
| Escorredeiras da cachoeira do lajeado e o meu amigo Cido |
| Cachoeira da Velha |
| Dunas |
| Rodolfo, Cido, Isaias e eu nas dunas do Japapão |
| Fervedouro |
| Mumbuca: Capim Dourado |
| Cachoeira do Formiga |
2 comentários:
Lindos lugares hein prima!!! Sua viagem ta durando mais que o programado ne??? rsrsrs Isso mesmo, aproveite!!! Se conseguir dar uma passadinha aki na volta de novo, vou adorar!!! Boa viagem! Bjs
ota fu miga :)
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