sábado, 28 de janeiro de 2012

A solidão

Perco as contas de quantas vezes me perguntaram se eu não me sentia muito só, viajando sozinha, ou então as vezes que se surpreendiam com uma mulher ‘pegando’ a estrada sozinha.
A resposta, para mim, é tão clara. Não, jamais me senti sozinha nestes 37 dias por viajar só. Eu não fui para um deserto, não me isolei de contato social, muito pelo contrário. Eu estive em contato com pessoas quase o tempo inteiro! Eu parei em comunidades, em vilas, conversei com as pessoas mais diversas possíveis. Eu dei caronas, que perdi a conta.
Quando eu viajo só, eu me abro mais para o mundo, eu preciso ainda mais das pessoas que estão ali, eu estou mais atenta ao que acontece ao meu redor, a aprender, a me sentir realmente do lugar e não uma visitante.
Eu aprendi que a solidão depende de quanto você se abre ao mundo ou não. Eu estava completamente aberta ao mundo, às pessoas. Fiz muitas amizades. Eu não estava ali para julgar, eu vi que eu era uma aluna do mundo ali e as pessoas eram minhas professoras.
Foi ótimo viajar sozinha! Faria mil vezes de novo. E mais, recomendo!

Solidão, que nada!

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