sábado, 24 de novembro de 2012

Gruta do Lago Azul e Rio Sucuri

Em Bonito, o bom é acordar cedo para aproveitar o dia!

Os passeios são todos agendados com antecedência, principalmente em época de feriado. Aparecer de repente no local para ver se entra na turma do passeio, é uma opção bem arriscada principalmente nos passeios mais 'disputados'.

Os hoteis e o hostel tomam conta de tudo. Eles fazem o agendamento nos passeios e solicitam o transporte. Os passeios dizem que tem valores fixos. E o transporte são carros, motos, vans, mini-vans etc que são chamados de 'transporte compartilhado' para reduzir o custo. Eles vão passando pelos hotéis pegando os turistas para um passeio específico e deixam no local e aguardam até a hora do retorno. As atrações são distantes do centro de Bonito. Alguns, em cidades vizinhas, chegando a uma, uma hora e meia de tempo de viagem.

Bem, iniciamos o passeio indo para a Gruta Azul, as 9:40hs, saindo do hostel. Fiquei impressionada com a estrutura turistica da cidade de bonito e dos atrativos. No centro de apoio, há uma loja de artesanatos dos índios que mais habitavam aquela região, Terenos e Kadweus. Também há bolsas impermeáveis doadas pelo correio (de carteiros mesmo) que foram otimizadas e ficaram com um trabalho lindo e super funcional.

Você entra em grupos de aproximadamente 15 pessoas com um guia bem preparado para o passeio. Eles explicam desde vegetação, passando por formação de rocha, história, população etc. Você recebe um capacete de proteção e vamos lá conhecer as famosas estalagmites e estalactites. Do centro de apoio até a entrada da gruta são aproximadamente 400 metros, bem perto mesmo. Para sair o grupo seguinte, há um espaço de tempo suficiente para não haver acumulo de pessoas na caverna. É algo extremamente impressionante ver a imagem dessa gruta. É um azul tão forte, tão forte que chama-se muita atenção, em contrate com a semi-escuridão da caverna e as rochas de tons amarelos e marrons.

Há história de ossos de uma preguiça gigante no fundo do lago. Hoje não se pode se banhar. Em pouquíssimos casos, deixam fazer mergulho, mas a autorização é dificil de conseguir. Além disso, o percurso dentro da gruta é bem pequeno, limitado por cordas os locais transitáveis. Há muitos salões, porém não são transitáveis mesmo porque é habitat de animais (morcegos, insetos).


O passeio é bem breve. Torno de 1 hora e meia. Retornamos no hostel as 14hs. Tempo para almoçar uma lasanha vegetariana no próprio hostel, com uma saladinha! 

Logo as 15hs, passeio marcado para o Rio Sucuri, onde fica numa fazenda muito bela e bem organizada. Lá, fomos recepcionadas e conhecemos a nossa amiga Rita, uma suiça que estava no mesmo hostel que nós muito animada e divertida. Uma doçura de companhia. O nosso grupo formado por quatro pessoas, acompanhado pelo guia atencioso Ivan e mais um alemão, um senhor de uns 60 anos que não falava nada de português e muito mal o inglês.

Aproveitamos para comer uma frutinha na frente da fazenda chama Água-Pombo, uma bolinha de casca um pouco durinha cor creme do tamanho de uma jaboticaba, com a poupa alaranjada e uma grande semente. Depois tomamos uns sorvetes do Cerrado. Eu tomei o Coco de Guariroba e minha mae o Araticum. O meu estava uma delícia! O dela, já não gostei tanto, embora seja bom também. 

No passeio, saimos do ponto de apoio, com a roupa neopreme, botas, tomamos uma ducha para tirar protetor solar e repelente do corpo para não poluir o rio e seguimos de carro até o ponto. Andamos nem 300 metros até a boca do rio que partimos para a flutuação. Lá, há uma plafatorma e um ponto de apoio com os coletes e onde deixamos a máscara. O guia vai seguindo com o barco atrás de nós. Antes, ajudei minha mãe fazer um pouco de snorkeling na plataforma, mas apesar do receio, ela se deu super bem!!! 

Seguimos pelo Rio para a Flutuação. Confesso: algo impressionante. Poucas vezes me lembro de água tão cristalina (talvez o Poço Azul em Carolina, no Maranhão e a cachoeira do Formiga no Tocantins). É incrível conseguir ver os peixes e muito gostoso jogar o corpo a favor da correnteza, apenas deixar levar, passeando principalmente no meio de piraputangas e Corimbás. Um e outro Pacú... 
Família de Piraputanga
Corimbá

Uma hora de flutuação. Água em torno de 20 graus. Transparente pela alta concentração de calcário e e magnésio, por isso, a água da região de bonito não é potável (causando diarréia). Também o cabelo fica um bagaço, não sai nem espuma no banho, de tanto calcário. Cabelo duro! Achei que meu cabelo nunca mais ia voltar ao normal. Só voltou no primeiro banho em Campinas!

Depois do passeio, uma volta ao centro. Do hostel, cerca 15 a 20 quadras. É tranquila, cidade bem plana e segura. Fui com a máquina fotográfica para brincar um pouco. Aproveitamos um restaurante simples para comer a famosa Piraputanga, prato típico da região. Estava boa!!! =) Depois, retornar (o caminho de volta parece sempre mais longo). Cama, pois amanhã cedo tem passeio!

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