Tomar café da manhã com os novos amigos e partir para um safari fotográfico logo pela manhã. Vamos em um pau de arara em torno de 12-15 turistas, todos hospedados na mesma fazenda. Os guias e motorista são bem preparados para qualquer animal na vista. Reduzem a velocidade e logos os turistas aguçados procurando por todos os lados o que eles estão vendo. E logo, aparece algum animal diferente, como Cervo Campeiro, Quati, Muitos pássaros de todos os jeitos como arara vermelha, Tucano, Curicaca, o famoso Tuiuiu, colhereiro, Carcará... Capivaras...
De repente, no meio da estrada avistamos muitos, mas muitos jacarés no meio da estrada. Os guias descem e andam no meio deles, os jacarés afastam-se para os lagos nas laterais da estrada... Quando chegamos perto, centenas, e ouso dizer até milhares de jacarés ao redor do lago tomando sol e dentro do lago!!! Assustador! O Guia então me chamou de canto com minha mãe e desceu o barranco que dava acesso ao lago. Que cena!!! Você bem pertinho de tantos jacarés. Rodeados deles. Confesso, muito medo dos animais darem uma bocada. Ele ficam na beira do lago de boca aberta por conta de uma bactéria que vive na boca deles, deixando manchas pretas... E você bem perto daquelas bocas enormes abertas. O Guia, então, sai ao redor do lado caminhando e, a medida que anda, os jacarés fogem todos para o lago. O guia pega o jacaré pelo rabo, e o animal apenas tenta fugir, não demonstra nenhuma ameaça ao homem! É impressionante. Aos poucos, você vai se acostumando e andando no meio daquele 'mundarel' de jacarés... E ousa até encostar na pele dele.
O ponto final do passeio foi em um bar, todos exausto com
aquele calor que não perdoa, sol quente. Nos hidratamos, conversamos entre nós,
tiramos umas fotos e seguimos para retornar a fazenda, pois um almoço nos
esperava.
Interessante que a estrada é cheia de pontes. Acho que
passamos por volta de 50 pontes! E passa muita boiada por elas. É muito comum
ver ossos dos animais debaixo da ponte, de animais que caíram, ou no canto da
estrada...
Chegando na fazenda, almoçamos mais uma deliciosa comida.
Descansamos um pouquinho durante uma prosa e o nosso amigo Eliézer nos convidou
para um passeio. Fomos eu e minha mãe em sua companhia de carro para alguns
terrenos vizinhos, pousadas, centro de estudos, onde encontramos um mirante
enorme em estrutura de alumínio assustador! Quando subimos, a estrutura toda se
sacode! Que medo. De cima, você vê um campo todo limpo e aberto!!! Bacana!!!
Retornamos, pegamos o Dr. Luiz Carlos na fazenda. E nisso
começaria a pescaria de piranha! Aproveitei para tentar a sorte na pescaria.
Fui rápida no gatinho, mas não gostei da experiência. O anzol tirou o olho do
meu peixe. Devolvi para o Rio, com a orientação do guia dizendo que ele
sobreviveria, mas não gostei da maldade que fiz com o pobrezinho...
Seguimos, então, o quatro para a Fazenda (acho que se chama
São Francisco), distante alguns km de onde estávamos. Lá já deixamos alugados
uns cavalos e fizemos um safári em cima dos cavalos!!! Minha mãe andou pela
primeira vez e adorou a experiência!!! Ficamos cerca de três horas, vimos
macaco bugio, arara azul, quati, cervo-capeiro... a fazenda não tinha fim! Os
cavalos muito bom de montar!!! Foi demais.
Depois retornamos à fazenda, jantamos. Eu, já com dor de
cabeça, cochilei por meia hora e voltei para prosear com o novo ‘amigo’. Assim,
separei uma daquela Taboa de Bonito e tomamos cachaça na beira do Rio deitados
na rede... Eta vida boa... Acordamos de madrugada com uma chuvinha
gostosa, que amenizava bastante aquele calor insuportável. Amanhã é dia de
despedida do Pantanal e eu não estou gostando nada disso.

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