terça-feira, 27 de novembro de 2012

Último dia no Pantanal! Aventura pura!

Acordar cedo se torna natural em lugares tão belos. Você quer sempre aproveitar mais o dia!

Tomar café da manhã com os novos amigos e partir para um safari fotográfico logo pela manhã. Vamos em um pau de arara em torno de 12-15 turistas, todos hospedados na mesma fazenda. Os guias e motorista são bem preparados para qualquer animal na vista. Reduzem a velocidade e logos os turistas aguçados procurando por todos os lados o que eles estão vendo. E logo, aparece algum animal diferente, como Cervo Campeiro, Quati, Muitos pássaros de todos os jeitos como arara vermelha, Tucano, Curicaca, o famoso Tuiuiu, colhereiro, Carcará... Capivaras...







De repente, no meio da estrada avistamos muitos, mas muitos jacarés no meio da estrada. Os guias descem e andam no meio deles, os jacarés afastam-se para os lagos nas laterais da estrada... Quando chegamos perto, centenas, e ouso dizer até milhares de jacarés ao redor do lago tomando sol e dentro do lago!!! Assustador! O Guia então me chamou de canto com minha mãe e desceu o barranco que dava acesso ao lago. Que cena!!! Você bem pertinho de tantos jacarés. Rodeados deles. Confesso, muito medo dos animais darem uma bocada. Ele ficam na beira do lago de boca aberta por conta de uma bactéria que vive na boca deles, deixando manchas pretas... E você bem perto daquelas bocas enormes abertas. O Guia, então, sai ao redor do lado caminhando e, a medida que anda, os jacarés fogem todos para o lago. O guia pega o jacaré pelo rabo, e o animal apenas tenta fugir, não demonstra nenhuma ameaça ao homem! É impressionante. Aos poucos, você vai se acostumando e andando no meio daquele 'mundarel' de jacarés... E ousa até encostar na pele dele. 

 Seguindo um pouco mais a estrada, o guia pede para o motorista parar. Ele sente o cheiro de uma sucuri e começa procurar na árvore. O rapaz não estava enganado! Encontramos uma pequena sucuri com cerca de dois metros nas raízes de uma árvore! Coisa muito doida! Ele diz sentir o cheiro de melancia. Confesso, bem aguçado! Não senti cheiro é de nada!!!
O ponto final do passeio foi em um bar, todos exausto com aquele calor que não perdoa, sol quente. Nos hidratamos, conversamos entre nós, tiramos umas fotos e seguimos para retornar a fazenda, pois um almoço nos esperava.
Interessante que a estrada é cheia de pontes. Acho que passamos por volta de 50 pontes! E passa muita boiada por elas. É muito comum ver ossos dos animais debaixo da ponte, de animais que caíram, ou no canto da estrada...
Chegando na fazenda, almoçamos mais uma deliciosa comida. Descansamos um pouquinho durante uma prosa e o nosso amigo Eliézer nos convidou para um passeio. Fomos eu e minha mãe em sua companhia de carro para alguns terrenos vizinhos, pousadas, centro de estudos, onde encontramos um mirante enorme em estrutura de alumínio assustador! Quando subimos, a estrutura toda se sacode! Que medo. De cima, você vê um campo todo limpo e aberto!!! Bacana!!!
Retornamos, pegamos o Dr. Luiz Carlos na fazenda. E nisso começaria a pescaria de piranha! Aproveitei para tentar a sorte na pescaria. Fui rápida no gatinho, mas não gostei da experiência. O anzol tirou o olho do meu peixe. Devolvi para o Rio, com a orientação do guia dizendo que ele sobreviveria, mas não gostei da maldade que fiz com o pobrezinho...
Seguimos, então, o quatro para a Fazenda (acho que se chama São Francisco), distante alguns km de onde estávamos. Lá já deixamos alugados uns cavalos e fizemos um safári em cima dos cavalos!!! Minha mãe andou pela primeira vez e adorou a experiência!!! Ficamos cerca de três horas, vimos macaco bugio, arara azul, quati, cervo-capeiro... a fazenda não tinha fim! Os cavalos muito bom de montar!!! Foi demais.
Depois retornamos à fazenda, jantamos. Eu, já com dor de cabeça, cochilei por meia hora e voltei para prosear com o novo ‘amigo’. Assim, separei uma daquela Taboa de Bonito e tomamos cachaça na beira do Rio deitados na rede...  Eta vida boa...  Acordamos de madrugada com uma chuvinha gostosa, que amenizava bastante aquele calor insuportável. Amanhã é dia de despedida do Pantanal e eu não estou gostando nada disso.






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