sábado, 28 de janeiro de 2012

Meios de Transporte

Durante a viagem, o Dukinha foi meu transporte primeiro, porém, tive outros meios de transportes

Dukinha

Balsa

Barco

Égua

Quadricículo

Búfalo

Moto táxi

Rabeta

Barco de pesca

Catamarã

Ferry-boat

Pau de arara - Jardineira (Hilux)

L200 Mitsubishi

Barco à remo

Nadadeiras

Elevador

Barco a vela

A solidão

Perco as contas de quantas vezes me perguntaram se eu não me sentia muito só, viajando sozinha, ou então as vezes que se surpreendiam com uma mulher ‘pegando’ a estrada sozinha.
A resposta, para mim, é tão clara. Não, jamais me senti sozinha nestes 37 dias por viajar só. Eu não fui para um deserto, não me isolei de contato social, muito pelo contrário. Eu estive em contato com pessoas quase o tempo inteiro! Eu parei em comunidades, em vilas, conversei com as pessoas mais diversas possíveis. Eu dei caronas, que perdi a conta.
Quando eu viajo só, eu me abro mais para o mundo, eu preciso ainda mais das pessoas que estão ali, eu estou mais atenta ao que acontece ao meu redor, a aprender, a me sentir realmente do lugar e não uma visitante.
Eu aprendi que a solidão depende de quanto você se abre ao mundo ou não. Eu estava completamente aberta ao mundo, às pessoas. Fiz muitas amizades. Eu não estava ali para julgar, eu vi que eu era uma aluna do mundo ali e as pessoas eram minhas professoras.
Foi ótimo viajar sozinha! Faria mil vezes de novo. E mais, recomendo!

Solidão, que nada!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Por que ir de carro?

Nesta viagem, missão, passeio, aventura, ou seja lá o que chamam isso, eu decidi que o meio de transporte para conhecer realmente o Brasil, em especial toda a região em que eu fui, foi o meu carro, o Duka. Não é 4x4, é um veículo de passeio, um Prisma 1.4 MAXX, e foi mais do que um companheiro nesta viagem, um guerreiro.
Muitas pessoas me diziam que a estrada era muito ruim e só pude observar isso na Belém Brasília (BR 153), de resto, a estrada está excelente! Portanto, MITO.
Por que não ir de avião? O avião é um meio de transporte um tanto interessante, rápido e tem se tornado cada vez mais popular, o que eu acho bem positivo, porém, vai totalmente contra a idéia da viagem. O avião é uma espécie de tele-transporte. A viagem começou a partir do momento que eu coloquei o pé para fora de casa. Minha casa estava no meu carro por 37 dias. O importante não era o destino, mas o meio...
O meio é emaranhar por entre pequenas estradas, parar na estrada para ver um pôr do sol, observar a mudança de vegetação, dos coqueiros da Bahia até os açaís de Belém, passando por carnaúbas, buritis, manguezais, babaçus. Observar araras atravessando estrada, veados, raposas, cobras, preás. Parar em praias que nunca ouviu falar, mas você precisa cochilar para seguir viagem.
Perguntam-me se não canso de dirigir. Eu não! Eu me admiro ainda mais. Como ter sono com tantas coisas para deslumbrar? Você quer ver cada vez mais, como uma criança com um novo brinquedo. Dormir passa a ser uma chatice.
O carro foi uma espécie da casa móvel, tinha minhas comidas, meu fogão, minha cama, barraca e colchonete, minhas roupas, meus brinquedos (snorkel e nadadeiras). Meu quintal que mudava todos os dias e... quantos quintais lindos eu tive!
E não é preciso um 4x4? Absolutamente não. Atravessei as areias de Jericoacoara. Atolei o carro sim, mas também aprendi a andar de carro na areia, experiência única. Você vai pegando o jeito e entende como funciona, sempre ouvindo os mais experientes. Depois fui aos Lençóis Maranhenses, que os passeios são feitos com a Hilux deles. No Jalapão, também tem o transporte por uma L200, mas francamente, o Dukinha daria conta do recado.
Claro que é super importante ter cuidados básicos com o carro. Não dirigir a noite é um deles (eu evitei, mas acabei pegando estrada a noite também). Também sempre verificar a troca de óleo e o nível deste, calibrar os pneus, principalmente nas estradas, e quanto mais entender do carro, melhor. Saber trocar pneu é uma obrigação. Abastecer em postos confiáveis também. Manter tudo em ordem! E, muito cuidado basta.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Por onde deixei minhas moedas...

Eles receberam minhas moedas e minha consideração. São lugares extremamente econômicos. Valores variam de 10 a 50 reais (apenas um lugar que paguei 50). Para quem não liga muito para conforto. Se alguém quiser informações sobre algum desses lugares, mande e-mail perguntando. A princípio, achei que todos os lugares compensaram muito!!!


SALINAS – MG
Hotel Fá
Rua Ailton Brito, 28 – Centro (38) 3841-4726
Ar condicionado ou ventilador, wi-fi, café da manhã, e estacionamento próprio

CARAVELAS – BA
Pousada Shangri-la
Não tenho o endereço, mas fica perto do porto, chegando lá, é só perguntar que as pessoas sabem informar. É a pousada mais barata da cidade. Tem café da manhã, quarto privativo, banheiro coletivo, wi-fi.

CUMURUXATIBA  - BA
Camping e Chalés Aldeia da Lua
Avenida Beira-mar S/N Centro
Área de camping e apartamentos próximo a praia.
SANTA CRUZ CABRÁLIA – BA (Porto Seguro)
Hostel Maracaia
Rodovia Porto Seguro – Santa Cruz Cabrália km 77,5 (73) 3672-1155
Sala de televisão, piscina, ar condicionado, banheiro no quarto, quarto coletivo, wi-fi, café da manhã (atendimento excelente)

ITACARÉ – BA
Banana Camping (e hostel)
Rua Pedro Longo, 169 Pituba
Wi-fi, cozinha coletiva, sala coletiva, bar

SALVADOR – BA
HI Hostel Porto
Rua Barão de Sergy, 197/207 – Barra (71) 3264-6600
Sala de DVD, salão de jogos, livros, wi-fi e computadores para hospedes, café da manhã, cozinha coletiva, banheiro coletivo.

ARACAJU – SE
Hotel Brasília
Rua Laranjeiras, 580 – Centro (79) 3214-2964 
Ar Condicionado, TV, Telefone, Café da Manhã, wi-fi, e Estacionamento Próprio

MACEIÓ – AL
HI Hostel Ponta Verde
Avenida Dr. José Sampaio Luz, 169 Ponta Verde (82) 3313-5056
Ar condicionado, sala de televisão, cozinha coletiva, café-da-manhã, estacionamento, redes, wi-fi,  computador para hospedes.

MARAGOGI – AL
Camping do Sávio (Jesus)
Perguntar em Ponta do Mangue, todos conhecem o Sávio ou Jesus (82) 3296-9182
Camping à beira da praia, com banheiro feminino e masculino, energia elétrica, fogão a lenha, mesa para refeições. O sol nasce no mar.

OLINDA – PE
HI Hostel
Rua do Sol, 233, Centro (81) 3429-1592
Cozinha coletiva, redes, banheiro no quarto coletivo, ventilador, piscina, wi-fi, café da manhã, estacionamento.

JOÃO PESSOA – PB
Camping (Rede MACAMP)
Praia do Seixas, Bairro Cabo Branco (83) 3251-1034
Banheiro amplo, árvores frutíferas, mesas, pontos de energia, camping à beira da praia.

PIPA – RN
Camping das Mangueiras
Rua Praia do Amor S/N (84) 3223-8153
Banheiro, wi-fi, quartos/pousada

CANOA QUEBRADA – RN
Beach Camping
Rua Santa Clara, 169 (88) 9995-0093
Banheiro, chuveiro, rede e cozinha coletiva

JERICOACOARA – CE
Camping do Natureza (rede MACAMP)
Rua da Igreja, S/N (88) 9626-8704
Área bem cuidada na parte de jardinagem, com banheiros privativos, cozinha coletiva, mesa para refeição, redes disponíveis.

CHAPADINHA - MA
Hotel Creuza Lopes
BR-222 S/N Boa Vista – (98) 3471-0380
Ar condicionado, estacionamento, café da manhã, wi-fi

SÃO LUIZ – MA
Hi Hostel – Solar das Pedras
Rua da Palma, 127 Centro Histórico (98)3232-6694
Quarto coletivo, wi-fi, sala de televisão, banheiro coletivo, café da manhã.

BELÉM-PA
HI Hostel Amazônia
Avenida Governador José Malcher, 592, Nazaré (91) 4141-8833
Quarto coletivo, wi-fi, sala de televisão, banheiro coletivo, café da manhã.

SALVATERRA – PA (Ilha do Marajó)
Hotel Beira Mar
Quinta Rua, Beira Mar (91) 3231-5136
Quarto com ar condicionado ou ventilador, café da manhã, banheiro no quarto.

IMPERATRIZ – MA
Hotel  Imperatriz
Rua Maranhão, 720, centro (99) 3525-7196
Café da manhã, ventilador, estacionamento próprio e wi-fi

RIACHÃO – MA (Chapada das Mesas)
Cachoeira do Rio Cocal
Poço Azul (perguntar na cidade de Riachão) (99)-3531-0337
Área de camping, chalés com banho quente, frigobar, restaurante, cachoeiras, tirolesa, pedrismo (modalidade de arvorismo), rapel etc.

PALMAS 
Norte Hotel
103 Norte Av 204 no. 29 (63) 3215-8526
Ar condicionado, banheiro no quarto, wi-fi, estacionamento próprio, café da manhã

PONTO ALTA DO TOCANTINS – TO (Jalapão)
Pousada Planalto
Praça Cap. Antônio Mascarenhas, 436, Centro (63) 3378-1141
Ventilador, banheiro coletivo com chuveiro quente, café da manhã, wi-fi, estacionamento próprio, oferece passeio para o jalapão com veículo 4x4.

MATEIROS – TO (JALAPÃO)
Pousada do Cardoso
Avenida Aureliano Pereira dos Santos, Quadra 13 (63) 3534-1213
Quarto com ventilador, televisão, quarto privativo, roupa de cama e toalha, café da manhã.

Viagem em Números

Quilômetros rodados: 11.839 km
Dias de viagem: 37 dias
Estados visitados: 14 (SP, MG, BA, SE, AL, PE, PB, RN, CE, PI, MA, PA, TO, GO)
Capitais visitadas: 12
Garrafas de cachaças compradas: 19
Quantidade de pneus furados: 02
Acidentes de trânsito avistados: 01

O que não dá para contar: quantidade de cidades visitadas, número de pessoas que conheci, quantidade de comunidades que visitei, número de praias e igrejas, quantidade de copos de cachaças, tipos de frutas e comidas.

O fim

Bem,  tudo o que eu não peguei de estrada ruim na viagem toda, resolvi pegar na BR-153. Aquilo não é uma estrada, mas um pesadelo! Com as chuvas constantes, há crateras enormes no meio do caminho.
Saí do paraíso de Jalapão até Porto Nacional, onde deixei meus dois novos amigos Rodolfo e Cido, que foram muito queridos durante a viagem do Jalapão. Um breve almoço fez a despedida e um contato para um novo reencontro. Em seguida segui sozinha para Campinas. Não havia mais tempo para passeios, portanto, o destino era único. De Porto Nacional até São José pela TO-255 e depois segui eternamente pela BR-153. Alguns buracos, alguns trechos de buracos, mas nada tão excepcional. Após Goiânia, um terror! Buracos horríveis. Muitos carros quebrados na estrada. Caminhões, carros, tudo!  Já estava tarde da noite, mas eu queria continuar seguindo para dormir o mais próximo de Campinas. De repente, em Professor Jamil, um buraco enorme. Sem dúvidas, segundo pneu furado! No meio da madrugada, uma hora da manhã. Não adianta se arrepender de ter dirigido a noite. Liguei para a polícia rodoviária para me dar suporte de segurança, pois não tinha coragem de descer do carro. Atrás de mim, três garotas também com o pneu furado, mas o caso mais grave, amassou tudo quebrou roda, arrebentou a suspensão. Um perigo enorme, há um alto índice de assalto nessa região. Por sorte, fui salva por um borracheiro e segui viagem, decidida parar no primeiro hotel que visse na estrada. E quem disse que eu achava hotel na estrada?
Acabei parando num motel em Itumbiara (135km de onde furou o pneu)  já 3 e meia da manhã, dormi até as 9 e peguei novamente a estrada para chegar em Campinas. A estrada começa a melhorar depois de Itumbiara e cada vez melhor, passa por Minas Gerais. Não há duvidas que em São Paulo estão as melhores estradas e começas os pedágios consecutivos também.
Enfim em casa! Fim? Claro que não! Espero que essa aventura tenha incentivado o começo de novas aventuras para muita gente! Que conheçam cada vez mais estes “Brasis” que são lindos e de uma diversidade incrível! Que conheçam muito bem nosso país antes de partir para buscar belezas fora. Conheçam nosso povo, que é diversificado e com uma cultura maravilhosa. Vejam o artesanato, a forma de sobrevivência, as construções, as influências, a cultura de cada povoado, cada cidade, cada estado! Mergulhem nas águas ricas das nossas diferentes praias, lagos, rios, águas doces e salgadas, que se encontram e se distanciam de forma espetacular. Observem os animais que são livres na natureza, e que não é preciso tocá-lo para admirar, vejam as tartarugas, as araras, os veados campeiros, os carcarás, os peixes, os corais, as arraias, os peixes-bois, os golfinhos, as águas-vivas, os búfalos, os jumentos, os porcos, as galinhas, os guarás, as raposas, os cavalos-marinhos. Olhem nos olhos dos caboclos, dos sem terra, dos pescadores, dos agricultores, dos artesãos, dos marinheiros, dos quilombolas, da diversidade humana e cultura e reparem na força do brasileiro para encontrar uma forma de sobrevivência. Viajam! Comecem! Comecem não hoje. Comecem cada amanhecer a se propor a conhecer, a sentir, a ser tocado pela nossa história, pela nossa cultura. Que esse seja o fim desta minha viagem e o começo da sua!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Jalapão

Este lugar é fantástico! De uma beleza muito única. O Jalapão é um complexo de várias cidades e povoados. O principal dele é mateiros, que se chega por estrada de chão de Ponte Alta. Um 4x4 é muito bem vindo nessas horas, já que a distância é grande e a estrada não ajuda muito. A paisagem é linda, desde solos ricos, mata densa, passando por grandes veredas enfeitadas de buritis até o cerrado seco.
As atrações são muito diversificadas também. Quem nos acompanhou foi o guia Isaias, que é um cara super atencioso, simpático e observador e fui com a companhia dos meu novos amigos: Rodolfo e Cido, que são de Arthur Nogueira. Primeira parada é Sussuapara, uma nascente de água em forma de cânion, linda demais. Depois passamos na cachoeira do lajeado, composta por várias escorredeiras até chegar em uma grande queda. Devido a chuva, não descemos na parte baixa da cachoeira, pois o volume de água estava muito alto.
Terceira parada é a prainha, de água doce, claro. Cheia de peixinhos. E com uma pequena queda de água também. Avistamos 3 cobras nadando na água, mas distantes de nós.
Depois fomos a Cachoeira da velha, que é a cachoeira mais larga, com um volume imenso de água. O nome se dá devido a uma velha que morava lá perto. A cachoeira é muito bonita, mas não é boa para banho. Uma parada no frito gordo e subimos no fim da tarde nas dunas, com areia bem avermelhada, com visão de grandes veredas e buritizais. Coisa linda mesmo!!!! Impressiona qualquer um.
Chegamos em Mateiros, e nos hospedamos na pousada do Cardoso (40 reais a diária, com café da manhã, banheiro no quarto, ventilador e TV). Tomamos um banho e fomos jantar no restaurante da Dona Rosa, uma senhora guerreira, forte, um exemplo de vida. Uma comida boa até, acompanhada de um papo pra lá de delicioso. É um dos poucos restaurantes em Mateiros. Mateiros é uma cidade de 4 mil habitantes. Há apenas uma rua asfaltada, que é irônico, porque é uma ilha de estradas de chão.
Dia seguinte, levantar cedo para ir ao Fervedouro, que é um poço paradisíaco, de águas cristalina, onde a água brota do chão. Não se consegue afundar, devido a pressão da água. Não tem como descrever, tem que conhecer. Diferente de tudo que já vi. Água quente, cristalina, cheia de peixinhos e ao redor bananeiras.
Mumbuca é um povoado, que iniciou com a arte do Capim Dourado. Lá, há uma associação do capim dourado, onde se compra artesanato dos mais diversos. O capim dourado era utilizado pelos índios da região, aprendido por um quilombola, refugiado da Bahia (a distância de Mateiros a Bahia é de 40 km de estrada de chão apenas). O quilombola repassou a arte para uma senhora que é irmã da matriarca de Mumbuca. Esta senhora começou com o artesanato e ia até o Piauí de jegue para vender e trocar por alimentos, numa viagem de 30 dias. Depois, foi passando para as novas gerações. Hoje, crianças, adultos e idosos fazem a arte com o capim. A matriarca, viva até hoje, 95 anos, é a parteira do povoado e mãe da presidente da associação. Hoje, é denominada como comunidade quilombola, mas estão bem longe desta realidade.
Para fechar com chave de ouro, há a cachoeira do formiga, que é um lugar de águas azuis, como se tivesse corante mesmo. A visibilidade é total. Um poço de aproximadamente 3 a 5 metros, onde se vê tudo com muita perfeição. Um paraíso. Depois disso, retornamos até a Ponte alta, com 5 horas de viagem em estrada de chão. Total percorrido 500 km. Um pouco antes disso, o carro quebrou e fomos de carona com o Márcio, que é da Agencia da iguana, que faz o passeio com saída por Palmas. Um cara super gente boa e prestativo!!!
Jalapão, um passeio que vale a pena. 


Escorredeiras da cachoeira do lajeado e o meu amigo Cido

Cachoeira da Velha

Dunas

Rodolfo, Cido, Isaias e eu nas dunas do Japapão

Fervedouro

Mumbuca: Capim Dourado

Cachoeira do Formiga

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Tocantins

É de Carolina que se pega a balsa para Filadelfia, de Maranhão a Tocantins. Um doce menino vendendo 'cremosinho', que seria nosso chup-chup, os chopps paraenses, os sacolés cariocas... O motorista do ônibus puxa um papo, na balsa que dura 10 minutos. Aí, já engato uma carona a um casal de senhores que íam para Araguaína, 100 km de Filadélfia. A viagem tem me ensinado muito disso, uma mão lava a outra, que pode ser lavada por outra e assim diante. Um papo gostoso no meio do caminho com o casal araguaiano, uma paisagem bonita. Deixo o casal em sua cidade, que apesar de ser grande, não me cativou de imediato. Dei uma volta por ali e preferi seguir caminho pela BR, Belém Brasília. A estrada está uma maravilha! O sol começa a cair e, de repente, um casal de araras cruza o meu caminho. Cena indescritível. Foi Tocantins me dizendo "Bem vinda".
Da BR, entrei por Miranorte, seguindo por Miracema do Tocantins, Tocantínia, Lajeado e Palmas. Esta estrada estadual está ótima!!! Apesar de pegar este trecho de noite, foi muito tranquilo de dirigir e bem sinalizado. Bom mesmo. Foi uma pena não ter visto a vegetação devido a escuridão, mas a paisagem pareceu-me linda, nestas serras.
Em Palmas, tive a mesma sensação de quando estive em Brasília: Como anda nesse lugar? Cheio de rotatórias por todos os lados, não sabia que direção eu tava e nem aonde devia ir. Acabei achando com ajuda de um homem muito simpático, um hotel muito bom e de ótima localização (50 reais). Apesar de ser a hospedagem mais cara, o hotel era muito limpo, com ar, tevê, banheiro, mesinha, internet. Tudo muito limpinho!
No dia seguinte, hora de ir para a secretaria de turismo, onde fui recepcionada por duas moças super simpáticas e prestatiivas, que me forneceram um material ótimo da região. Dei uma volta na praça dos Girassóis e na praia da Graciosa, praia fluvial. A paisagem de Palmas é incrível, com muita vegetação nas praças e ao redor, muitas montanhas!
Consegui me encontrar com minha nova amiga, do Delta, a Ge, que conviou-me para um almoço junto ao marido e suas amigas de trabalho. Sinto que não consigo ver uma identidade cultural específica no Tocantins, talvez pela sua juventude, mas vejo nas pessoas uma forma doce de se relacionar, uma graciosidade, uma hospitalidade incrível! Foi um almoço fantástico, sem dúvidas, regado a um bom papo, uma comida deliciosa, um ambiente agradável e o mais importante, companhias maravilhosas! As meninas estavam me acompanhando pelo Blog e achei super divertido isso! E agora, elas que vêm para o meu blog!
De Palmas, segui viagem a Ponte Alta, com direito a uma parada em Taquaruçu, à cachoeira da Roncadeira, onde conheci o Darlan, o Tato, que é um paulista muito bacana. Conversamos muito e depois fui às cachoeiras: Macaco e Roncadeira. Lá embaixo conheci um homem de Salvador, de descendência alemã, com seus dois filhos, que são uma graça. Dei uma carona a eles até a cidade de Taquaruçu, que apesar de não ser caminho para mim, não custava nada salvá-los da chuvinha que começava a cair.
A estrada de Santa Teresa do Tocantins à Ponte Alta já está asfaltada quase por completo. Qualquer carro de passeio chega sem dificuldade nenhuma. A estrada tem partes precárias pois está em construção, mas ficará e breve um tapete!!!
Chegando em Ponte Alta, vim direto para a Pousada Planalto, da Dona Lázara, que é uma senhora muito simpática. Aqui, conheci o Rodolfo e o Cido que são meus dois novos amigos aventureiros...
Homenagem a Palmas

Praia da Graciosa

Meus novos amigos tocantinenses

Cachoeira da Roncadeira

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Chapada das Mesas

A Chapada das Mesas é composta por três cidades: Estreito, Carolina e Riachão. Carolina é a cidade que tem maior infra-estrutura, com hotéis e agências de turismo, o que não significa que é forte o turismo, nasceu de forma ainda bem desorganizada e está no começo desta atividade, o que faz os passeios serem absurdamente caros, principalmente se incluir transporte. Indico a agência de Isabel, que é uma pessoa sensível ao turista e não pensa em explorar, mas sim em auxiliar. A Agência fica na praça, em frente a pizzaria tio pepe, em Carolina, todos conhecem.
Bem, indo de Estreito, já dá para observar as chapadas em formas de mesa da estrada. No caminho para Carolina, está a Pedra Caída, que é um local fechado, que tem toda uma estrutura, com passeio de carro para as cachoeiras dentro do local, restaurante, pousadas, uma piscina artificial com água de rio, etc. Quando eu cheguei, a chuva havia cessado em pouco tempo e o parque estava fechado. Há uma tarifa para entrada, que não estaava cobrando. Dei uma olhada, mas a água estava muito turva devido à chuva e a piscina em manutenção, para limpeza. Como não teria passeio, segui a Carolina, onde conheci a Isabel. Um bom local para ficar é o Morro do Chapéu, uma pousada da Cida, uma senhora simpática ao lado do hotel lírio. A diária é de 15 a 20 reais. A simpatia é um excelente brinde. Como eu estava de carro, resolvi ir à Queda Dagua e Itapecuru, que são cachoeiras perto de Carolina. Fácil acesso e ambas com estrutura de restaurante. Estava um pouco frio e eu resolvi ir até o Riachão, onde eu vi que tinha lugares lindos. De carro de passeio, é possível chegar até o poço azul. Cheguei em Riachão e fui buscando informações até chegar ao Beto, que é secretário de turismo e que, por acaso, estava no poço azul. Em Riachão, dá para ir de Carolina por onibus (10 reais), e lá também tem pousadas, por volta de 20 reais a diária. De lá, deve pegar um moto-taxi (35 reais) ou um taxi (70 reais) até o poço azul. São 30 km de estrada de chão, em boas condições. Eu fui com meu carro, que chegou tranquilo, sem problema, mesmo com a chuva. Há placas indicando (Cachoeira do Cocal). Cachoeira do Cocal, aonde fica o Poço Azul, é um complexo de pedras, cachoeiras, tirolesas, restaurante, etc. Lindo o lugar. Tem chalés e área de camping. Vale muito a pena ficar por lá. Quem cuida do restaurante, chalés e camping é a Lili, uma moça de Piauí pra lá de simpática e prestativa. Eu ia acampar, mas a Lili me ofereceu um chalé por conta do frio.
Também tem os meninos do passeio, o Romário, Gabriel, Diego etc. Um grupo de meninos que moram lá e que cuidam dos passeios, da limpeza do local, das trilhas, tirolesa, arvorismo, rapel etc. O Romário que me atendeu, um menino super simpático e prestativo também. Logo desceu comigo e me apresentou todos os pontos turísticos do complexo. A água estava bastante turva devido à chuva, o que não é comum. À noite, ficamos no restaurante assistindo televisão e conversando um pouco.
Cedo acordei e o sol estava lá!!!! Tomei um belo café preparado pela Lili e fomos à passeio, eu e Romário de Quadricículo. Foi uma bela aventura. Diz-se que para ir ao Encanto azul, apenas de 4X4, porém, acho que daria para ir de carro de passeio devido à chuva. Mas a constatação só após a ida de quadriciculo, o que foi bem divertido, atravessando trilhas de areia. Chegando lá, que cena maravilhosa! O Encanto Azul é cooisa linda!!!! Nada de água turva, nascente de rio, que brota das rochas, água quente e também dos lençóis (mais fria). A temperatura da água é bem mais quente que o normal. Muitos peixes. Uma imagem linda!!! Valeu a pena demais!!!! Lugar lindo!!!
O melhor período para ir é em julho, que é verão para eles, pois chove pouco e faz bastante sol durante o dia, a água das cachoeiras e do poço ficam azuis!!! Eu vi tudo marrom! Para ir para o encanto, o passeio custou R$ 50,00, mas confesso que valeu muito a pena. Romário me esperou o tempo que quis no banho daquelas águas cristalinas e depeois foi comigo à cachoeira de Santa Bárbara. Muito atencioso mesmo. Voltando, passeei na Égua do Diego, que não tem nome, mansinha. Primeira vez que monto sem cela, mas a égua é boa demais. Dei várias voltas sozinha no complexo. Voltando, tomei um café com os meninos e a cozinheira deles, todos muito carismáticos. Ficamos de papo, eles contando as histórias mais divertidas do mundo! Chorei de rir!
Hora de dizer tchau e pegar a estrada novamente, mas por mim, ficava uma eternidade naquele lugar!
Encanto Azul

Eu estive e eu nadei lá!

Ahhhh, garoto! Vai brincando!

Fala sério! Eu amo isso aí!

Equipe do passeio!

Dona Lili, eita simpatia!!!!

De Belém a Imperatriz

A última noite em Belém foi ótima, com a ilustre companhia da minha amiga Vanda (que agora descobri que é com V). Fomos a Doca junto ao pessoal do hostel, música ao vivo, mais um sorvete de tapioca (para variar, né, Vanda?) e uma noite muito agradável. Uma boa despedida de Belém. Logo cedo, tomamos café no hostel e fomos à feirinha na praça da república, para nossa triste despedida. A Vanda me presenteou com um lindo vestido, que eu adorei! Depois, eu a deixei no aeroporto.
Bem, a Vanda foi uma companhia espetacular nesses dias todos. Uma mulher inteligente, sensível, guerreira. Aprendi muito em sua companhia. Posso tirar dessa história toda, uma bela amizade!
Seguir a viagem sozinha, deu-me um certo aperto no coração. Acho que não por seguir sozinha, propriamente dito, mas sim, pela despedida da amizade. Foi bem intenso conviver com uma pessoa especial assim, que compartilha da simplicidade, de boas discussões, da leveza.
Voltemos às estradas. Assim que peguei a estrada, parei para um tão esperado creme de cupuaçu. Uma delícia!!!!
Depois fui direto a Imperatriz, pela Belém Brasília (BR-010). Diferente do que me falaram, a estrada está ótima!!! Sim, muitos caminhões e tráfego, mas as condições dela está ótima para dirigir durante o dia. Nada de buracos, bem sinalizada.
Cheguei em Imperatriz debaixo de chuva, anoitecendo, foi um caos. Achei um hotel com qualidade muito ruim, mas preço razoável, R$ 30,00. A única coisa realmente boa foi o café da manhã, que estava maravilhoso!!!!
Em homenagem a minha amiga Vanda
Imperatriz é uma cidade bem caótica. Segunda maior cidade do estado de Maranhão, seguido pela capital, mas nada turística. Nada de legal para ver ou se fazer, ainda mais a noite, ainda mais debaixo de chuva. De manhã, ainda chovendo, deixei Imperatriz...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Belém merece mais um dia

Eu me preparei esta manhã para partir, seguir com meu retorno. Acordei bem cedo, arrumei o carro, tomei café e... Começou o movimento. A Wanda acordou, já começamos de papo, aí, apareceu um mineiro, uma paulista, dois alemães e todos num mesmo papo. Aí chega o João, dono do Hostel, falando sobre a noitada ontem com os rapazes (paulistas e alemães). Garantiu-me uma diária e logo mudei os planos, com a programação ótima qpue tinham. Hoje o pessoal ia para a ilha, como eu e Wanda já tínhamos voltado de marajó, resolvemos fazer um programa alternativo.
Vitória Regia, símbolo de prosperidade


Artesanato Marajoara

"Fofinho" - a comida do Banana Café em Icoaraci

Eu e minha querida amiga Wanda
Fomos ao museu Paraense Emilio Goeldi, repleto de animais como onças, jacarés, tartarugas, tucanos, araras, macaco da testa branca, guarás e antas. Também uma vegetação bem rica como vitória régia, carambola, castanheiras etc. A entrada é 2 reais. Depois de tomar um sorvete de tapioca, seguimos a Icoaraci, que é distrito de Belém, 20 km. Lá fomos almoçar na orla, no Banana e café, com um prato ótimo chamado: peixe fofinho, que é um bolinho empanado de peixe recheado de camarão e carangueijo, acompanhado por banana empanada, purê e arroz. Muito bom!!! Depois fomos à feira de artesanato ao lado de artesanato marajoara e tapajós (esculturas). São lindas!!! Tem coisas lindas e com preços ótimos!!!!
Depois seguimos pelo Ver-o-rio e memorial indigena, que não tem nada demais. E depois fomos à doca, pois a Wanda queria comprar uma tal de pupunha. Aproveitamos e compramos a famosa castanha do pará e tomamos um açaí na tigela, que é muito diferente do açaí paulista! É um caldo que coloca-se gelo e açucar.
Mais do que satisfeitas, voltamos ao hostel e descansamos para nos encontrar mais tarde com nossos novos amigos...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ilha de Marajó

Bem, para ir a Ilha de Marajó, existe duas saídas de barco: 6:30hs e 14:30hs, de Belém a cidade de Camará (porto em Marajó). São três horas de viagem e o barco com capacidade de até 650 pessoas. A passagem tem de vários tipos: normal em bancos de fibra de vidro sem apoio de cabeça R$ 16,00, VIP com bancos tipo de ônibus, com ar condicionado e televisão por R$ 25,00 e os camarotes por 80 reais. A VIP é a melhor opção, pois há um conforto pelo tempo grande de viagem. Também tem televisões grandes para distrair durante a viagem. A saída é do portão 15 da DOCA em Belém. Logo as cinco da manhã, encontra-se o pessoal vendendo tapioca, café na fila.
Chegando em Camará, várias vans esperam para levar os passageiros aos municípios, os principais Salvaterra (5 reais) e Soure(12 reais, incluso o valor da balsa). Fiquei com minha amiga Wanda em Salvaterra no hotel beira-mar. O valor do quarto com televisão, ar condicionado, banheiro no quarto e cafe-da-manhã foi R$40,00 que podia ser dividido em até 3 pessoas. Há muitas pessoas que alugam quartos baratos assim. O hotel fica bem perto da praia de agua saloba.
Soure é a maior cidade da Ilha, porém não é tão grande assim também. Parece uma vila todas essas cidades. Não são voltadas para o turismo. Para ir a Soure, você pega um moto-taxi (4 reais) atá a balsa. Pode esperar a balsa e atravessar de graça ou pagar 1,75 para uma rabeta atravessar o rio. Em Soure tem um pouco do artesanato marajoara e também as fazendas e as prais mais conhecidas (Barra Velha e Pesqueiro).
Almoçamos no Niel, que fica na entrada da cidade, do outro lado da secretaria de turis mo um tinhaPeixe Marajoara, que é uma delícia. Peixe, com banana frita, purê de batata e queijo marajoara, parecendo uma lasanha! Delícia de comida. Depois um sorvete de cupuaçu com leite marajoara. Vale a pena!
Depois fomos a Fazenda Araruna que estava fechada, por eventos da Globo que está tendo gravação da nova novela das 6. Aliás, dois atores globais também estavam comendo no Niel, mas como não sou de novela, não tenho déia de quem são.
Fomos, então, a Praia da Barra, que é super diferente. A maré sobe muito. A praia não tem estrutura alguma, o banheiro é um canto paraa fazer xixi na areia mesmo. A maré é muito forte que um menino ficou preso e não conseguia voltar. Há mangues no meio da praia, tirando a cena de coqueiros, com as raízes para fora. Para chegar a praia, tem uma super ponte, pois toda a cidade é cheia de partes de alagamento, onde os cavalos, búfalos se deliciam na água.
No caminho, centenas de garças e guarás toma conta dos pastos também, constrastando com os verdes. Depois de dormir em Salvaterra, na pousada do Sr. Rui, partimos, rumo a Soure, na fazenda Araruna. Ali, andamos de charrete com o búfalo Grilo até a praia Barra Velha e retornamos à fazenda, fazendo um passeio por lá, em cima do Grilo. A fazenda é linda e extensa. Fomos atendidas pela Nilda que é um amor de pessoa. E também a dona da Fazenda a Doa Maria Amélia, que também é muitíssimo simpática. Depois ficamos por ali, dando manga às vacas, vendo as três araras lindas que são divertidíssimas, o artesanato marajoara, as galinhas, peru e galinha dangola. Muitos pés de manga. Também na cidade há um tal de chopp que é parecido com o chup chup ou gelinho, de frutas da região. Tomamos um de murici para refrescar. Não é pequeno como o nosso, e sim o tamanho de um copo, como se fosse um suco congelado mesmo.
Para retornar, também há apenas dois horários. Voltamos as 15hs e chegamos as 18hs em Belém. É aniversário da cidade e estão ocorrendo alguns eventos. Passamos pela doca e retornamos ao Albergue, o Hostel, do Sr. João que é uma figura muito carismática e prestativa, criador de jacarés! O Marcos nos atendeu super bem, como de costume aqui na cidade, todas as pessoas são muito prestativas e atenciosas. Fomos comer um vatapá. Eu pedi sem jambú, pois esse negócio não é comigo. Vem com arroz e é uma delícia. Agora, é hora de cama, pois estamos exaustas da viagem!
Não falei ainda do Hostel de Belém, é a segunda noite minha aqui. O valor do alberguista é 38 reais, apesar de não ter estacionamento próprio, a gente guarda o carro no terreno ao lado. Opessoal é bem bacana e o hostel organizado. Em relação aos outros hosteis, é bem menor o espaço comum. Ha duas saletas cima e uma embaixo. Percebi a presença de gringos como um holandês, que conheci há 2 dias, dois ingleses, australianos etc.
E confirmo: a história da chuva na região norte é verdade! Todos os dias chove por um determinado período e pára... Normalmente, a chuva das 15hs.
Queijo Marajoara

Praia em Salvaterra

Arara Vermelha

A revoada dos guarás

Eu e o Grilo

Vatapá, essa eu gostei!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Após a saga de Alcântara, parti rumo a Belém. Queria passar em Salinópolis, mas acabei vindo direto mesmo. Na estrada, a MA-106, que liga Cujupe a Governador Nunes Freire, está terrível. Buracos enormes no meio da pista!!! Muito cuidado! Agora a BR-316 está muito boa, até Belém! Pista simples, mas muito boa mesmo. Sem problemas para dirigir durante o dia. Meu ponto de parada foi a cidade de Pinheiro em Maranhão, na pousada da Dona Karen, que é 15,00 com café da manhã, e fica ao lado da rodoviária (pousada Brasil). Quarto com banheiro coletivo, ventilador e sem internet. Depois, acordar cedo e seguir viagem!
Belém é uma cidade fantástica! É extremamente grande, um trânsito terrível, mas um centro histórico lindo, a cidade é toda arborizada, cheia de praças, mangueiras, coqueiros e palmeiras. Surpreendi com o tamanho de Belém. É enorme isso. Além disso, tem coisas muito preservadas, patrimônios culturais bem valorizados pela cidade, além de placas indicando, além dos motoristas malucos! Já fui direto para a catedral da Sé, que é linda. Em frente o Forte de Presépio, e a cidade é banhada pela Baía de Guajará.
Aí, fui me encontrar com minha nova amiga psicanalista de São Paulo,Wanda, que conheci em São Luis, no hostel e fomos a Estação da Doca, Mercado Ver-o-Peso, onde comi um peixe com açaí. O negócio é bem estranho! O açaí é servido numa tigela, ele líquido com gelo, aí, num prato vem o peixe empanado. Na tigela, você coloca açucar e farinha e come com o peixe! Estranho, não?! Mas muito gostoso. Depois fui fotografar umas frutas mais diferentes pelo mercado e ver as especialidades da cidade. Também fomos ao Theatro da Paz, lindíssimo!!!! Magnífico mesmo. A entrada hoje era gratuita (quarta-feira), nos outros dias é R$ 4,00. A visita é guiada e o theatro maravilhoso, cheio de detalhes e muito bonito mesmo! Todo elegante, tapete vermelho, pintura a mão, tudo importado. Vale a pena. E fica na frente da praça da República.
Depois fomos tomar um Tacacá, que é uma sopa de mandioca com goma de tapioca, camarão frito, e jambu, que é uma folha tão forte que anestesia a boca. O gosto é estranho de dizer, é bem salgada, o jambu é azedo bem salgado, amortece a lingua. Eu não gostei muio não, mas acho válida a experiência!
Agora pego a primeira chuva da viagem, em Belém, a famosa chuva da região norte!

Igreja da Sé

Forte do Presépio
Eu e Wanda, peixe com açaí no mercado Ver-o-peso

Eu e Wanda comendo um Tacacá, meu último!